Atores com mais de 60 em interferência cênica
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de março de 2007
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Histórias e marchinhas de muitos carnavais fazem parte da interferência cênica ''Foi num Carnaval que passou'' que a Casa das Fases - Núcleo de arte e história apresenta hoje, a partir das 11 horas, no Calçadão, próximo ao Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85).
A apresentação gratuita é resultado de uma oficina de teatro e memória com idosos de vários bairros de Londrina, que faz parte das atividades do núcleo como Ponto de Cultura - integrado ao programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC). O trabalho será acompanhado por uma equipe da TVE Brasil, do Rio de Janeiro, que está realizando uma série de reportagens sobre as iniciativas culturais por todo o País e vinculadas ao programa do ministério.
O trabalho do Centro de Produtores Independentes de Arte e Cultura (Cepiac), que desde 1999 realiza oficinas culturais e de cidadania com adolescentes da Região Norte da cidade, também será registrado.
Além disso, os pontos de cultura Associação de Proteção à Arte e à Cultura (APAC), de Sertanópolis, e Malha Cultural e Cidadania, de Cambé, também terão os seus trabalhos destacados no programa de televisão.
Amanhã, a equipe também vai conhecer a sede da Casa das Fases e entrevistar alguns dos participantes do grupo. Segundo a assessoria do canal, ainda não está definida a data de exibição da série de reportagens.
O trabalho da Casa das Fases investiga as raízes históricas e sócio-culturais do Carnaval a partir da vivência dos participantes e do papel que a brincadeira de Carnaval assume enquanto espaço de expressão do imaginário, criação, concretização de sonhos e fantasias, libertação efêmera e lúdica das rígidas convenções sociais.
Levando em conta a discussão da perspectiva histórica, as atividades se desenvolvem a partir da história oral, valorizando a importância do indivíduo enquanto agente histórico de seu tempo. Já foram feitas quatro apresentações em escolas e asilos da cidade. Curtas em vídeo digital a partir de histórias contadas pelos participantes serão finalizados e exibidos no mês que vem.
Para a apresentação de hoje, o grupo irá interagir com os transeuntes do Calçadão interessados em ouvir nove pequenas histórias, sendo cada uma com duração de cinco a dez minutos. Cada ''ator-contador'' irá portar uma pequena caixa com objetos que representam a história que vai contar.
A diversidade de origens dos participantes traz à cena um rico painel que ilustra ora um Carnaval no interior da Bahia, em um tempo em que os blocos dominavam as ruas; ora a história de uma menina que fazia as próprias fantasias de crepon, e que se desfaziam no calor da brincadeira.
Tem também a moça que não podia brincar no salão de terra batida da zona rural, mas conhece seu grande amor na missa da Quarta-Feira de Cinzas, ou a outra, nascida e criada num sítio do interior do Paraná, onde não havia bailes ou rádio e a palavra 'Carnaval' ecoava longe, com significado desconhecido. Quem passar pelo Calçadão, com certeza vai ter a oportunidade de conhecer memórias do palco da vida contadas em divertida linguagem teatral.
Serviço:
'Foi num Carnaval que passou'
Horário - Hoje, às 11 horas
Local - Calçadão (próximo ao Teatro Ouro Verde - R. Maranhão, 85)


