Rogério Cardoso completou 50 anos de carreira no ano passado. Nascido no município de Mococa (SP), ele deu início à vida artística no rádio. Foi em 1958 que o comediante se aventurou pela primeira vez no teatro. Nos palcos, participou de mais de 40 peças a última foi ''Três Homens Baixos'', na companhia de Flávio Galvão e Jonas Bloch. O ator chegou em 1963 à televisão, na Excelsior, na qual se destacou no programa humorístico ''A Cidade se Diverte'', fazendo uma dupla caipira com Célia Coutinho. De lá, foi para o humorístico ''Reapertura'', da TVS, atual SBT. Ele gostava de fazer graça para o público. Certa vez, disse: ''Com a cara que tenho, dificilmente seria galã de novela.'' A popularidade veio com o Rolando Lero da ''Escolinha do Professor Raimundo'', mas o estouro viria com o Salgadinho da novela ''Explode Coração'' (1995), em que fazia o marido da atriz Regina Dourado.
Atualmente, além de Seu Flô, ele interpretava o Epitáfio de ''Zorra Total''. No programa, contracenava com a amiga Nair Belo, que faz sua mulher, Santinha. Ele a considerava ''uma verdadeira moleca''. Rogério Cardoso não trabalhou com muita frequência no cinema. Marca sua passagem por filmes como ''Auto da Compadecida'', ''Amor & Cia'', ''Samba Canção'', ''Bossa Nova'' e pouco mais.
No teatro, chegou a participar de ''Esperando Godot'' ao lado de Denise Fraga, mas especializou-se me peças de humor comercial, como ''A Comédia dos Sexos'', ''Mulher, Melhor Investimento'' e ''Mimi, a Odalisca Infiel'', com as quais ficava mais de um ano em cartaz. O comediante também arriscou-se na política: elegeu-se vereador pelo PFL do Rio em 1996, quando fazia sucesso como Salgadinho. Ele chegou a incorporar o nome do personagem à sua imagem política. À época, ele declarou que era levado a sério pelos eleitores.

mockup