ReproduçãoJeff Goldblum, Harvey Jason e Pete Postlethwaite, em ‘‘O Mundo Perdido’’Protagonista de ‘‘O Mundo Perdido - Jurassic Park’’, o mais novo sucesso do diretor Steven Spielberg, Jeff Goldblum, de 44 anos, parece mais um inglês do que um ator americano de filmes de ação. Alto, elegante e de fala mansa, Goldblum está no Brasil até amanhã para divulgar o filme de Spielberg, cujo nacional será hoje. Depois disso, o ator parte para Argentina, numa maratona de viagens que já incluiu no roteiro o Japão. Mas o ator não se importa em ficar transportando malas de um lugar para outro. Afinal, garante, ‘‘O Mundo Perdido - Jurassic Park’’ é atualmente o seu único foco de atenção. ‘‘Vi o filme há pouco e estou completamente apaixonado’’.
‘‘O Mundo Perdido - Jurassic Park’’ é a mais nova mina de ouro de Spielberg: o filme já arrecadou cerca US$ 916 milhões. Goldblum interpreta nessa segunda edição de dinossauros, o cientista Ian Malcolm, mesmo personagem de ‘‘Jurassic Park - Parque dos Dinossauros’’. Agora, porém, Ian Malcolm é obrigado a suar muito mais a camisa. ‘‘Dessa vez o meu personagem é mais heróico’’, analisa.
Monstros invisíveis O ator sabe o que está falando. Com uma tecnologia mais avançada do que a que foi utilizada em ‘‘Jurassic Park - Parque dos Dinossauros’’, Goldblum foi obrigado a atuar ao lado de enormes criaturas pré-históricas, que de tão perfeitas parecem reais. Em outras ocasiões, entretanto, o ator teve que contracenar com o nada, pois os animais seriam criados através de computadores. ‘‘Na parte em que há bonecos, que parecem reais, é mais fácil, mas não há troca de energia como se eu estivesse contracenando com outro ator’’, disse o ator que, porém, garantiu não ter interesse nenhum em atuar ao lado de dinossauros de verdade.
Em algumas cenas de ação o ator optou por usar um dublê em seu lugar. Homem alto e de corpo atlético, Goldblum confessou, rindo, que em algumas ocasiões não teve coragem suficiente para fazer as cenas mais perigosas. Para ele, contudo, a maior dificuldade ficou por conta dos momentos em que não tinha animais para atuar ao seu lado. ‘‘Foi um desafio ter que fingir que havia um monstro de seu lado e, ao mesmo tempo, transmitir sentimentos de vida e morte’’, comentou.
Ele disse Goldblum tem no seu currículo títulos que fazem parte da história do cinema como ‘‘Nashville’’, de Robert Altman; ‘‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’’, de Woody Allen e, recentemente, grandes sucessos de bilheteria como ‘‘Independence Day’’, de Rolland Emmerich, ‘‘A Mosca’’, de David Cronenberg, e os dois filmes sobre a saga dos dinossauros na terra, com a assinatura de Spielberg. Diplomático, Goldblum afirmou que nunca teve problemas em atuar com grandes diretores. Para Spielberg reserva os maiores elogios:
- Ele é um bom companheiro, doce e disponível com a equipe.
- Para mim, quanto mais talentoso, o diretor é mais humilde e respeita as pessoas com as quais trabalha.
Ele acha que a mensagem que Spielberg tenta passar no filme, a de que o homem tem a tendência de desrespeitar a natureza é correta:
- Acho que tinhamos que nos comportar como um estudante humilde que deve aprender’’. ‘‘Não podemos agir como se fôssemos mais importantes do que a vida animal’’.

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