Ator encanta colegas de trabalho
Ator
encanta
colegas de
trabalho
A presença de Anthony Quinn em Curitiba para as filmagens de Oriundi encantou seus pares, literalmente. A simplicidade do ator que estrelou alguns dos maiores sucessos de Hollywood, como Zorba, o Grego, contagiou a equipe. Nunca imaginei que um dia iria trabalhar com esta estrela de máxima grandeza, que se revelou muito simples, disse Letícia Spiller.
Letícia, que se revelou atriz numa novela da TV Globo, fará o papel da mulher de Quinn, a italiana Giulia Campisi. Como será esse contato nos sets de filmagem? Ela acredita que haverá a mais perfeita cumplicidade, baseando-se nos primeiros ensaios. Pelo pouco que olhei nos olhos dele, percebi uma energia tão grande, que vai haver uma troca legal, uma brincadeira boa.
Raquel Rizzo, que substituiu Eliane Giardini no elenco - será Chris, mulher de Renato Campisi, interpretado por Paulo Betti - também festeja sua escolha para o papel. É uma oportunidade única, comentou a premiada atriz do teatro paranaense.
Outros paranaenses participarão de Oriundi, como Silvana Cesari, que morou algum tempo na Itália, e fará uma executiva italiana. Em menor destaque estarão Enéas Lour, Emilio Pitta, Ranieri Gonzales, para citar alguns. Presente à coletiva, Enéas Lour elogiou o diretor Ricardo Bravo por incluir os artistas da terra.
Não somos estrangeiros que viemos de outro país trabalhar aqui, disse por sua vez o produtor associado Telmo Maia, dirigindo-se a um repórter que insistia em saber sobre a participação local. Com um currículo onde constam Tieta e O Dia da Caça, a ser lançado este ano, afirmou que está trazendo para cá não só os melhores profissionais, como equipamentos de última geração.
O filme foi orçado em R$ 3 milhões. Desse valor 80% foram obtidos junto a empresas paranaenses através da Lei do Audiovisual. Das seis cotas negociadas, três foram firmadas com estatais, uma municipal e duas privadas: Telepar, Banestado, Copel, Sercomtel, Grupo Batistella e Inepar.
Oriundi começa a ser rodado nos próximos dias e estará concluído em meados de agosto. Chegará às telas no próximo ano e pretende-se levá-lo a Cannes, na França. O diretor Ricardo Bravo, envolvido com o projeto, só percebeu a dimensão do que está sendo feito, quando deparou com uma platéia à sua frente, dezenas de gravadores e câmeras para a coletiva.
É o seu primeiro longa-metragem. Os primeiros dias de ensaio foram emocionantes para o diretor. A presença de Anthony Quinn é o toque principal da magia. A segurança que ele nos passa, a sua confiança nos emociona, confessou.
(Z.C.L.)





