'Atividade Paranormal 3' mostra que franquia já está esgotada
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Ricardo Mioto <br>Folhapress 
São Paulo - Filmes de terror não podem ser previsíveis. É óbvio: se o público sabe quando o susto vai acontecer, perde a graça.
O terceiro ''Atividade Paranormal'', que estreia hoje, é mais do mesmo para quem já assistiu a algum dos dois primeiros filmes da série, lançados em 2009 e 2010.
O roteiro não muda: trata-se sempre de um casal que mora em uma casa atormentada por um espírito tímido e ligeiramente barulhento.
O marido destemido, um sujeito meio desocupado metido a cineasta, resolve espalhar câmeras para filmar o fantasma. Ele é invisível, é claro, mas gosta de bater portas e balançar lustres. O público assiste a tudo por meio daquilo que captam essas filmadoras, como em um documentário.
Aos poucos, o espírito vai se irritando e resolve perseguir com mais convicção os moradores. Ele sempre apronta de noite, quando todos dormem.
Os filmes são tão parecidos que algumas cenas até se repetem. Por exemplo: o fantasma se enfiando embaixo do lençol das pessoas, o personagem possuído que se levanta de madrugada para observar o sono alheio com olhar maligno, gente sendo atirada para cá e para lá pelos espíritos.
Desta vez, o filme se passa em 1988. Ele mostra Katie e Kristi, protagonistas dos dois primeiros filmes, ainda crianças. A ideia é contar como elas tiveram o seu primeiro contato com os fantasmas -seu padastro é quem resolve filmar.
A inovadora série foi um sucesso quando surgiu. Sem nenhum efeito especial e assumindo a estética caseira, ''Atividade Paranormal'' custou R$ 30 mil e rendeu quase R$ 400 milhões. O segundo filme teve sucesso um pouco menor.
Provavelmente o terceiro longa, por inércia, não será um fracasso. Mas a franquia mostra que já se esgotou.


