Até que um dia...
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de dezembro de 1996
Zeca Corrêa Leite<br> Sucursal de Curitiba 
Duas garotas nascidas no interior, amigas desde a infância, mudam-se para a Capital e levam uma vida assumidamente pacata e caseira. Única preocupação é com as gordurinhas indesejáveis. Elas vivem à procura de uma dieta infalível, e nessa busca constante acabam conhecendo um ex-seminarista, vendedor de um regime milagroso. Está formado o triângulo que vai mudar a paisagem de tranquilidade.
Para Sempre, a peça que permanece até dia 22 no Memorial da Cidade, foi escrita por Bosco Brasil especialmente para a Reflator Companhia de Artes. A estréia nacional acontece nesta temporada. O projeto da companhia é mais ambicioso do que se imagina - a peça que está em Curitiba é a primeira de uma trilogia. Outras duas virão por aí, abordando o tema da solidão, daqueles que carregam suas existências nas grandes cidades. Os dois temas que virão serão sobre relações conjugais e relações familiares.
Trilogia A companhia planeja trabalhar nos próximos cinco anos sobre as três peças. Ou seja, vai entrar no ano 2000 às voltas com o repertório, apresentando-se pelo País. Experiência para isso eles têm. Sexo dos Anjos, de Flávio de Souza, ficou em cartaz de 1992 a 95, sendo vista por um público estimado em 30 mil pessoas. Percorreu do Rio Grande do Sul a Brasília.
Atuam nesta montagem Paulo Alves, Anna Zétola e Cleide Piasecki, sob direção de Mario Schoemberger. O autor do texto, Bosco Brasil, tem em casa os prêmios Moliere e Shell (pela peça Budro), e foi indicado para o Mambembe e Shell por Atos e Omissões. Como a temporada no Memorial é curta, quem perder terá oportunidade de assistir Para Sempre no Teatro Espaço da Fábrica, em 1997.
q Para Sempre - de Bosco Brasil, com Anna Zétola, Cleide Piasecki e Paulo Alves. Até 22 de dezembro (de quinta a domingo), no Memorial da Cidade (Largo da Ordem). Ingressos a R$ 10,00, R$ 8,00 (bônus) e R$ 5,00 (estudante e classe artística).


