Adrenalina e superação são os ingredientes básicos do "Planeta Extremo". E é com propriedade que o programa retorna à grade da Globo a partir de amanhã. A receita é simples: na companhia de uma pequena equipe, Carol Barcellos e Clayton Conservani registram o cotidiano de lugares e situações à beira do limite. Para a dupla, o grande chamariz do programa continua sendo o fator "surpresa" de cada uma dessas verdadeiras expedições. "A segunda temporada surpreende pelo inusitado, passamos por situações que jamais passariam pela nossa cabeça", entrega Clayton.
O programa de estreia já mostra uma das vivências mais inusitadas da equipe do programa. Em 25 de abril do ano passado, um terremoto de 7,8 graus na escala Richter devastou o Nepal e deixou cerca de 10 mil mortos. No local, estava apenas a equipe do "Planeta Extremo", que viajava para gravar um programa a 300 km da capital Katmandu, a cidade mais atingida. Duas horas depois, a primeira reportagem já estava no ar.
Nos dois dias seguintes, o "Planeta Extremo" foi a única equipe estrangeira no local a atualizar ao vivo as notícias diretamente de Katmandu. "Foi um 'furo' jornalístico mundial. Foram cinco dias cobrindo a tragédia para os telejornais e programas da Globo. Esse material, com imagens e depoimentos inéditos, renderam um episódio especial para a reestreia", explica Marcelo Outeiral, que dirigiu os episódios.
Os trabalhos de produção de "Planeta Extremo" começam com antecedência. Após muita pesquisa, ineditismo dos temas, riscos e segurança são levados em consideração. E é com poucas câmaras na mão e muitas ideias na cabeça que a equipe de nove pessoas cai no mundo, em viagens que consomem cerca de dez meses. "A emissora sabe que não é um programa tão barato, mas que o resultado é sempre muito válido. Para não gastar tanto, é imprescindível relativizar o orçamento com a melhor época de fazer as filmagens nos lugares", detalha Outeiral.
Ponto importante de toda a dinâmica do programa é a presença de Ari Junior, um dos mais experientes repórteres cinematográficos da Globo e uma inspiração para o resto da equipe. "Sempre digo a eles que é preciso registrar tudo. Por isso, cada integrante da equipe carrega uma câmara, pode ser simples ou sofisticada. O importante é ter a imagem. Não lidamos com situações em que podemos repetir a captação de todas as sequências", justifica Ari.
Em oito episódios, a equipe representada por Clayton e Carol mostrará suas aventuras em um eletrizante passeio de trenó no Círculo Polar Ártico, um mergulho no cemitério de navios na Micronésia, além de explorações científicas na maior caverna do mundo, localizada no Vietnã. Por fim, uma das pautas que mais emocionaram e esgotaram a apresentadora: encarar a Ultramaratona do deserto do Atacama. "Foi o maior teste físico da minha vida. Fiquei destruída por alguns dias", conta Carol.
Sem pestanejar, Clayton concorda com a colega e exalta o apoio mútuo da dupla durante a realização de um dos episódios. "O Atacama foi intenso: pés machucados e com bolhas, frio congelante e altitude no deserto mais seco do planeta. A parceria com a Carol foi fundamental para seguirmos até o fim. Cada hora um era o psicólogo do outro durante as longas etapas", valoriza o apresentador.

Serviço
"Planeta Extremo" – Domingos, às 23h10, na Globo

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