Em seu trabalho ‘‘A Graça e Suas Relações com o Inconsciente’’, feito em 1916, o psicanalista Sigmund Freud defendeu a tese de que uma cena cômica e o riso causado por ela tinham uma certa ligação com uma saúde física e mental melhor. Seu colega Franz Alexander, do Instituto de Psicanálise de Chicago, também abordou o tema, em 1987, num estudo em que destacou ‘‘o caráter liberador do riso como um meio de se extravasar as tensões e evitar as doenças psicossomáticas’’.
Alguns trabalhos científicos identificam 18 tipos de sorriso - entre eles, o espontâneo, irônico, sarcástico, sedutor, submisso, formal e afetado. No entanto, nem todo riso é sinal de saúde. Segundo o neurologista Salim Michel Yazeji, o riso involuntário e descontrolado pode ser sintoma de algum tipo de epilepsia. Mas boa parte dos especialistas garante que quem ri mais tem menos chances de ficar doente, pois o riso estimula a liberação da endorfina, que funciona como uma espécie de analgésico.
Um estudo do Western College de Springfield (EUA) indica que a risada pode aumentar a atividade das ‘‘células assassinas naturais, que atacam vírus e bactérias’’. E outras descobertas científicas mais recentes comprovam a eficácia do riso no tratamento de pessoas com depressão ou estresse. É por isso que o pesquisador William Fry Jr., da Universidade de Stanford, Estados Unidos, costuma dar a receita a quem quer viver melhor: no mínimo, uma gargalhada por dia. Não há contra-indicações nem efeitos colaterais.

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