Se algumas garotas começam a montar bandas exclusivamente femininas, outras aparecem produzindo seus próprios fanzines.
É o caso de Bianca Pozzi, 16 anos, que acaba de rodar o segundo número do zine Street Voices, voltado para a cobertura da cena alternativa incluindo assuntos como shows, skate, bandas, textos literários e idéias anarquistas.
Embora trate dos mesmos assuntos encontrados em publicações de rapazes, ela intui distinções nos zines feitos por meninas. ‘‘Não sei bem direito o que é, mas acho que são os detalhes das ilustrações e dos desenhos’’ - nota. Para editar a segunda edição, ela contou com a ajuda de patrocinadores que a permitiram ampliar o número de páginas e subir a tiragem para 150 cópias.
Street Voices traz entrevistas com as bandas G.A.F, Picaretas (ambas locais), White Frogs (Santos), Milhouse (Rio de Janeiro) e com o skatista Bob Burnquist (atualmente morando em San Francisco, EUA). ‘‘Se eu conseguir mais patrocínios, vou aumentar mais espaço para falar do pessoal de Londrina’’ - anuncia.
Em Maringá Bianca conta que há 1 ano mantém correspondência com cerca de 100 fanzines espalhados pelo país. Foi esse intercâmbio que a estimulou a criar sua própria publicação. ‘‘Fanzine dá muito trabalho’’ - confessa.
‘‘A gente tem que sair atrás do pessoal, ficar cobrando textos dos colaboradores e isso toma muito tempo. Mesmo assim, compensa. Pretendo lançar uma edição por mês’’. Como ela, algumas garotas estão se mexendo no underground de Maringá.
Ali apareceram este ano os zines Friends e Stuff, ambos editados por Drika, e breve sai dos fornos o primeiro número do Smoothness - este produzido por Carla Patrícia, que mantém um programa sobre a cena alternativa local numa rádio Comunitária. (N.S.)

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