ASTROS TAMBÉM NAS TELAS
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terça-feira, 11 de dezembro de 2001
Nelson Sato<br>De Londrina 
Três cinebiografias musicais já foram anunciadas. Se tudo correr como o previsto, o glamour das vidas públicas e os dramas e alegrias das vidas privadas de Elis Regina (1945-1982) e Cazuza (1958-1990) poderão ser vistos nas telas em 2002.
Os projetos já foram aprovados pelas famílias da cantora e do cantor e serão dirigidos respectivamente por Denise Saraceni (em parceria com Dênis Carvalho) e Sandra Werneck, ambos sob a chancela da Central Globo de Produções. Paralelamente, o cineasta Marcos Villar começa a pré-produção de um documentário sobre o paraibano Jackson do Pandeiro (1919-1982) reconstituindo sua trajetória com a ajuda dos escritores Fernando Moura (autor da biografia ''Jackson do Pandeiro: O Rei do Ritmo'') e Bráulio Tavares (que vai assinar o roteiro).
O filme sobre Elis é um antigo sonho de Denise Saraceni, dona de um farto material bibliográfico sobre a cantora incluindo livros e recortes empoeirados de jornais e revistas. As duas ficaram amigas em 1980 chegando a planejar juntas a fundação de um centro cultural com oficinas de dança, música e teatro.
Mas Elis morreria dois anos depois, vítima de overdose de drogas. O longa faz parte de um ambicioso projeto multimídia destinado a celebrar a passagem dos 20 anos de morte da ''pimentinha'' e que envolve a produção de um documentário em DVD, um CD com a trilha sonora e uma minissérie a ser exibida pela TV Globo através de uma parceria com a Trama Filmes, comandada por João Marcelo Bôscoli, filho de Elis.
Além de Denise, outra diretora que vai mirar as câmeras para um personagem da música brasileira na próxima temporada é Sandra Werneck, de ''Pequeno Dicionário Amoroso'' e ''Amores Possíveis''. Ela foi convidada por Daniel Filho para rodar a vida de Cazuza com base no livro ''Só as Mães são Felizes'', de Lucinha Araújo, mãe do roqueiro e que vendeu os direitos autorais da publicação para a Globo Filmes, produtora do longa-metragem.
Com roteiro de Paulo Halm, o filme terá um ator desconhecido no papel do cantor-poeta, morto em 1990 como decorrência da Aids. Nomes como Caio Blat e Selton Mello teriam sido cogitados e descartados. Em janeiro, logo após as festas de natal e reveillon, será aberto um concurso nacional para testar candidatos. O filme será distribuído pela Columbia, parceira de Daniel Filho em ''A Partilha'' que levou 1,5 milhão de espectadores nos cinemas.


