A linguagem de Cristian de Souza Augusto difere do estereótipo dos rappers. Sem usar muitas gírias ou expressões típicas da periferia paulista, Afro-X ''administrou'' palavras na entrevista ao comentar temas polêmicos, porém não perdeu a veia crítica.
O comentário mais contundente foi sobre a condenação ''pesada'' dada pela Justiça. ''Fui preso por dois assaltos. Era réu primário, com pena mínima de cinco anos e quatro meses, mas fui condenado numa ação a seis anos e seis meses, e uma outra ação, a sete anos.
Ao ser questionado sobre o trabalho do grupo Planet Hemp (famoso por falar da maconha), economizou palavras em nome da ''ética profissional''. Em sua opinião, a banda de Marcelo D2 tem consciência do próprio trabalho ''O 509-E é contra a apologia às drogas ou ao crime. A gente é formador de opinião. É preciso pensar nesse fator'', argumenta.
O músico, entretanto, criticou grupos que ''tentam'' falar sobre cadeia e não escondeu a admiração pelo Racionais MC's. ''A sensibilidade do Mano Brow... Sei lá, vai nascer cara igual ele. O único grupo que conseguiu ser autêntico nesse tema foi o Racionais. O Brow foi muito feliz com a música Diário de um detento'' (A.P.)

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