Curitiba - O projeto do deputado Gilberto Nascimento (PMDB - SP) ainda não foi aprovado, mas já causa polêmica. O empresário educacional Denilson Lugui é a favor da proposta, principalmente por acreditar que cenas de nudez contribuem para erotização precoce das crianças e adolescentes. ''Hoje, as crianças já tem malícia desde cedo. Acho que a programação da TV influencia muito nessa formação'', considera. Para a mulher dele, Rubilaine Chaves Lugui, que trabalha na mesma área, pais e educadores não podem esquecer que a a TV atua também como formadora de opinião e por isso, os programas que as crianças assistem devem ser selecionados.''Pelo menos enquanto não existe uma lei nesse sentido'', diz.
Para a administradora Caroline Ferraz a proibição não é o caminho mais curto para frear a erotização infantil ou para evitar que crianças assistam programas impróprios. ''Acho que o principal problema é a educação. Não adianta proibir, os horários têm que ser estipulados para determinados programas e se a televisão não tem essa rotina, a família é quem deve fazer esse papel''.
Também empresária e mãe de um menino de 7 anos, Alexandra Moro diz que a cultura do país tem bastante influência numa discussão como essa. ''Tudo depende de como a nudez é abordada, se de forma pornográfica ou artística e de como a cultura nacional vê essa questão. Para alguns, soa como algo natural, para outros não'', analisa. Enquanto a proposta de lei não sai do papel, no entanto, Alexandra dá exemplo: ''Eu seleciono o que meu filho assiste na televisão. Acho que não é legal se expor tão cedo a determinados programas'', conclui.

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