Com 31 livros lançados em cinco anos de existência, a editora Kan tem procurado facilitar o acesso de autores locais ao mundo da literatura. "É muito difícil um autor desconhecido conseguir lançar um livro em uma grande editora. Criei a Kan para facilitar a publicação de escritores talentosos que esbarravam nessa dificuldade", afirma o jornalista Marcos Losnak.
Com títulos voltados à literatura, arquitetura, fotografia, artes, contos e poesias, a Kan tem enfrentado os mesmos problemas que outras editoras pequenas encontram em relação aos custos de produção e distribuição. "Geralmente as livrarias e distribuidoras ficam com cerca de 70% sobre o valor de cada livro vendido. Para diminuir esses custos, vendemos nosso livros apenas pela internet. Temos conseguido espaços em diversas livrarias e São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte", diz Losnak.
Como ponto positivo, o jornalista argumenta que por ser um editora pequena consegue oferecer assessoria completa aos escritores. "Como nosso volume de produção é baixo temos como prestar consultoria em relação à edição do texto, à diagramação e até à produção da capa do livro", detalha.
Prestes a lançar seu quarto livro, o cardiologista Marco Fabiani reconhece que é "quase impossível" para um escritor pouco conhecido chegar a uma editora comercial. "Além disso, as editoras independentes conseguem estabelecer um relacionamento muito mais próximo como o escritor, que acaba participando de todas as etapas de da produção do livro. Dessa forma o resultado acaba ficando totalmente artesanal e personalizado."
Fabiani, que já lançou três coletâneas de contos, agora prepara seu primeiro romance. "Já lancei dois livros pagando os custos do meu próprio bolso. Esse que vou lançar agora é o segundo patrocinado pelo Promic e sairá com 500 exemplares", informa. O livro, intitulado "A Memória é um Pássaro sem Luz" será lançado no próximo dia 14, às 17 horas, no Museu Histórico de Londrina. (M.R.)

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