Assassinato e romance em cena
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de junho de 2008
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Para um filme noir, um dos gêneros do cinema mais admirados, basta um mistério e ao redor dele uma mulher fatal, um detetive, uma atmosfera psicológica desiludida, um narrador em off, os flashbacks e bonecos. Sim, bonecos.
No espetáculo ''Filme Noir'', da companhia carioca PeQuod Teatro de Animação, estréia de hoje, com reapresentação amanhã, no Teatro Zaqueu de Melo, na programação do 40º Festival Internacional de Londrina (Filo), o gênero clássico é exibido numa metalinguagem divertida com bonecos, com toda a atmosfera das produções dos anos 30 e 40.
Todas as inspirações de um filme noir, uma variação do termo francês do século 19 ''novela escura'', estão na peça, que para reproduzir a fotografia do gênero, abandonou a cor para ficar apenas com o preto-e-branco e variações de cinza nos bonecos.
O enredo é clássico: uma cantora de jazz e suspeita de assassinato, Verônica De Vitta, acredita que está sendo seguida. Desesperada, ela contrata um detetive particular fracassado, com quem se envolve. Os dois vivem uma trama que jamais poderiam supor.
Escrito e dirigido por Miguel Vellinho, em 2004, ''Filme Noir'' experimenta algumas possibilidades do palco, explorando o universo temático desse tipo de filme americano, com cortes e saltos no tempo, ampliando a atmosfera de mistério.


