ReproduçãoElizabeth Taylor eternizou seu estilo usando e abusando de decotes profundosAs mulheres vão entrar na estação mais quente do ano de peito aberto e os homens, na maior torcida, gritarão em coro: ‘‘Tomara que caia!’’. Estilistas das grifes mais importantes do mundo estão investindo no decote desde o inverno, mas é no verão que as tesouras vão se aprofundar, descobrindo colo, ombros e costas. Sim, o decote está na moda. ‘‘Tomara que caia, de um ombro só, decote quadrado, decote canoa...’’ vale tudo. Mas será que algum dia, realmente, o decote esteve no ostracismo? Nas civilizações antigas ele estava presente em todos os modelitos gregos, romanos e egípcios, que adoravam a assimetria no corte das roupas. Na época vitoriana, o decote deixava os ombros à mostra, quando o tornozelo nem podia ser vislumbrado. Na década de 20 foi a vez do decote bateau, canoa em francês. E foi nos anos 60 e 70 que o tomara que caia se popularizou, através de tops curtos, geralmente feitos de crochê. Muito antes do comprimento das roupas, foi o decote a principal arma de sedução da mulher.
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A mulher precisa ter peito para se permitir um decote. Não importa se o busto é grande, pequeno ou médio, há decotes para todos os tamanhos. O peito, no caso, é uma questão de liberação e até mesmo de se expor afetivamente, já que é no peito que se encontra o centro de energia amorosa do ser humano. Deixar o coração à mostra é tarefa para quem já curou suas feridas e consente que sua beleza essencial venha à tona.
Justiça seja feita, Diana, a princesa do povo, por exemplo, foi a mais carismática, mas não a mais bela. No entanto, teve peito suficiente para sacudir a poeira do guarda-roupa real. Todos ou quase todos os seus vestidos de noite eram decotados e ela se tornou encantadora. Mostrou o peito, expôs suas dores, confessou seus amores e foi amada pelo mundo inteiro. No acidente fatal no túnel de Paris (a terra da moda), foi no peito a lesão que roubou para sempre a princesa de seus súditos.
Elogio‘‘O decote é um elogio ao corpo da mulher’’, garante Izabel Queiroz, que há mais de 20 anos é dona de uma butique em Londrina. Entre a sua clientela, Izabel diz que há mulheres que iniciam a procura por uma roupa pelo decote. ‘‘O decote é pura provocação’’, diz, e vai logo avisando que os decotes estilo camisola, ou combinação, estão com tudo. Ela também acredita que o decote valoriza a mulher, além de ser um recurso bem democrático, que não exige um corpo com medidas Cindy Crawfordianas. Izabel, que por sua vez não dispensa um bom decote, afirma que sente-se bonita quando usa um e que este é o segredo do negócio: a tal da beleza que vem de dentro e que acaba com a insegurança de qualquer uma.
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Recurso Democrático - Foi-se o tempo em que busto grande tinha que ficar escondido. Que o diga a cantora Fafá de Belém, que mesmo quando estava com o peso além do ideal, fez do decote um aliado para transbordar sensualidade. E a seguir o exemplo de quem sabia das coisas. Elisabeth Taylor, que sempre oscilou entre manequim 40 e 46, desviava a atenção dos fãs de seu quadril avantajado, descobrindo o belíssimo colo, com vestidos criados pelo estilista que ela ajudou a consagrar, o italiano Valentino. A lista das decotadas em Hollywood é grande. Sophia Loren, Gina Lolobrigida, Marylin Monroe... mulheres que não tinham medo de se expor, eram peitudas na vida!
O estilista londrinense Nélio Pinheiro acha que o decote é perfeito para um clima quente como o nosso, além de fazer ‘‘esquentar’’ climas mais frios. ‘‘O decote é a base de qualquer roupa. Ele começa careca, rente ao pescoço e vai descendo conforme a moda pede’’, diz. Comercialmente, o estilista acredita que o decote nas costas vende mais, já que a mulher fica mais à vontade. Ele também pode ser encoberto por transparências, tornando-se mais insinuante. Nélio prevê que o decote vai ser a coqueluche da estação. E quando ele estiver em todas as vitrines, mesmo as mais recatadas terão o desejo de provar, usar e ousar!

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