Assalto inesquecível chega às telas
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terça-feira, 20 de novembro de 2018
Folha Cidadania 
No dia 10 de dezembro de 1987, aniversário da cidade, sete homens invadiram a agência central do maior banco de Londrina, mantendo mais de 300 pessoas como reféns ao longo de sete horas. Do lado de fora, cerca de 5 mil pessoas gritavam a favor dos bandidos contra o governo Sarney. Os assaltantes exigiram 30 milhões de cruzados, estimados em cerca de 10 milhões de dólares à época, que foram coletados de banco em banco em toda cidade. Após horas de negociação, a quadrilha fugiu com um valor aproximado do exigido e levando 14 reféns. Trinta e um anos depois, essa história mirabolante do assalto ao extinto Banestado, em Londrina, vai parar nas telas de cinema. O documentário "Isto (não) é um Assalto", uma produção da Kinopus com direção de Rodrigo Grota, terá sua pré-estreia no próximo dia 21 de novembro, às 20h, na Sala 5 dos Cinemas Lumière.

O filme mostra o mais longo sequestro de um grande número de pessoas na história criminal brasileira que, após um semana de fuga, teve o desfecho com seis dos sete assaltantes presos. Este primeiro filme é um documentário, já o segundo, o longa "Isto é um Assalto", será um filme de ficção. Segundo Grota, a ideia do documentário surgiu há 20 anos, quando ouviu a história da boca do jornalista Paulo Ubiratan, uma figura de destaque no episódio do assalto. "Em 1998, conheci o Paulo Ubiratan, que já era uma espécie de lenda do jornalismo local. Ele me contou do assalto, de todas as suas contradições e singularidades."
O jornalista em questão, que trabalhava na Folha de Londrina, foi peça chave no encerramento do assalto. Entrou na agência, negociou a saída de reféns e ficou ele mesmo como refém até o fim, inclusive na fuga. "Tentamos apresentar o episódio por diversos pontos de vista de quem esteve lá: reféns, policiais, população e, também da imprensa, que teve um importante papel no registro do assalto", comenta ele, acrescentando que muitas informações do filme são fruto de matérias jornalísticas e processos criminais.
Pontos de visa - foram entrevistadas mais de 50 pessoas que resultaram em 30 horas de material, incluindo o depoimento de Moreno, líder do grupo de assaltantes
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