O skate vive mais um ciclo de glória no Brasil. Atletas no topo do ranking mundial, vídeos, revistas, sites, programas de TV e até aparições na novela das oito da Globo desafiam o mau agouro que costuma derrubar o esporte em passagens de década.
‘‘Nunca o skate bombou tanto quanto nessa virada de século’’ – diz um texto nas primeiras páginas do livro ‘‘A Onda Dura – 3 Décadas de Skate no Brasil’’, que acaba de sair dos fornos da editora Parada Inglesa. O livro conta a história do skate nacional reunindo textos de quem testemunhou suas diversas fases partindo dos primeiros tempos em que chegou ao país através dos surfistas.
Um precioso acervo de fotos ilustra os depoimentos. ‘‘O skatista’’ – salienta um texto – ‘‘tem um olhar diferente sobre as coisas da cidade, os bancos da praça, as curvas da rua, as paredes inclinadas, escadarias, corrimãos. A arquitetura urbana é aliada do espírito do skate’’. É essa saga pelas texturas da cidade que é passada a limpo em detalhes minuciosos.
Os primeiros campeonatos, os skateparks, o aperfeiçoamento na tecnologia do carrinho, a evolução das manobras, a ascensão e o declínio das modalidades, os destaques de cada temporada, a participação heróica nos torneios mundiais, o skatewear, a interferência da política e da economia no esporte, a profissionalização dos atletas, a ‘‘Era Ferrugem’’ – tudo entrou nas cento e poucas páginas do volume.
Cesinha Chaves, responsável pelo site Brasil Skate (www.brasilskate.com), faz uma retrospectiva dos anos 70. Fabio Bolota, editor da revista Tribo Skate, aborda os anos 80. E Marcos ‘‘ET’’ Cunha Ribeiro, skatista profissional, traça uma panorâmica dos anos 90. Outros artigos completam o livro tratando de temas o casamento skate-rock, a fotografia especializada e o skatista Bob Burnquist (o brasileiro radicado nos Estados Unidos que é o atual campeão do mundo em vertical).
‘‘A Onda Dura – 3 Décadas de Skate no Brasil’’ pode ser encomendado pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 6953-5493.

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