As transformações de um evento
As transformações
de um evento
Em 92, o Femucic foi para o Cine Teatro Plaza e o público já era novamente formado por amantes do Festival. Em 1993, foi um ano de grandes transformações no Festival que perdeu o caráter de competição e passou a ser uma mostra. Queríamos mudar as regras porque alguns reclamavam dos critérios de escolha. Fazíamos tudo certomas sempre tem gente descontente, justifica José Antonio Vieira do Sesc.
Para ampliar a participação, o Femucic liberou a participação do rock, sertanejo, blues, samba, tango e outros gêneros musicais.O número de participantes aumentou substancialmente estimulando participantes de vários estados. Neste ano foram inscritas 346 músicas de 15 estados. O evento era dividido em categorias- uma noite só para Rock, no Ginásio Chico Neto; outra só para rock no Chico Neto; outra noite para sertaneja; e no CineTeatro Plaza um festival para MPB e instrumental. Com essa mudança os prêmios que até então eram pagos em dinheiro para os melhores de sua categoria passaram a ser pulverizados entre todos os participantes. Hoje, todos ganham uma ajuda de custo. Os do Paraná recebem R$ 200,00 e os de fora R$ 300,00 mais hotel e refeição, explica Antonio Vieira.
Em 1994 não teve o Festival que sempre acontecia em setembro. A organização preferiu mudá-lo para maio quando se comemora o aniversário da cidade. Em 95 continuou nos dois teatros e em 96 ficou tudo no Cine Teatro Plaza, quando foi gravado o primeiro CD patrocinado pelo Sesc em homenagem aos 50 anos de Maringá.
E no ano passado ganhou um lugar de honra na agenda do Teatro Calil Haddad. O Femucic virou um happining . Todo mundo participa. Tem músico de uma banda que sobe no palco para abrilhantar a música do outro, um empresta a viola, colabora com o arranjo, outro dá uma canja e todos cantam e tocam juntos. É bem sui generis, não conheço no Brasil nada deste tipo. Por isso vem gente desde o Acre até o Rio Grande do Sul, passando pelo Ceará- afirma Vieira.O Femucic tem a sua marca. Somos uma certa resistência contra a música de consumo mostrando que tem muita gente que gosta de ouvir o que não é ditado pela mídia massificadora, preservando as identidades regionais- complementa. (C.A.A.)





