Cleide Cavalcante
Agência Estado

ReproduçãoPirâmides do Egito: uma das sete maravilhas do mundo que aparecem no livro escrito por John e Elizabeth RomerNas aulas de História, durante o ginásio, muito se ouve falar sobre as Sete Maravilhas do Mundo. Entretanto, um relato mais aprofundado sobre o assunto não se vê dos bancos escolares. ‘‘A Estátua de Zeus’’, ‘‘O Colosso de Rodes’’, ‘‘O Farol de Alexandria’’, ‘‘O Mausoléu’’, ‘‘Os Jardins Suspensos da Babilônia’’, ‘‘O Templo de Artemisa’’ em Éfeso e ‘‘As Pirâmides do Egito’’ são descritos amplamente pelos arqueólogos John e Elizabeth Romer, em ‘‘As Sete Maravilhas do Mundo’’ (Editora Melhoramentos). Os autores falam sobre esses lugares tendo como base o texto principal que os descreve, ‘‘Sobre as Sete Maravilhas’’, de Filo Bizâncio, por exemplo, além das narrativas de outros antigos escritores, descobertas da arqueologia moderna, fotos, etc.
Como as maravilhas se situavam dentro dos limites do império alexandrino, os autores resolveram seguir parte da viagem feita por Alexandre, o Grande. O objetivo da livro, dizem, ‘‘foi sublinhar uma nova atitude no mundo antigo, que expõe a preocupação dessa cultura na época: afastar o sentido do maravilhamento do âmbito dos deuses e trazê-lo para a terra. Atitude que trouxe em seu bojo uma redefinição de maravilha e também uma redefinição da espécie humana, que buscava um novo lugar, mais privilegiado, no universo. Desse modo, as atividades humanas como fazer fortuna, conquistar impérios, levantar grandes edificações e escrever grandes obras literárias passaram a ser, em si mesmas, maravilhosas’’.
O texto abre com uma citação do próprio Filo de Bizâncio, de 225 a.C.: ‘‘Todos já ouviram falar de cada uma das Sete Maravilhas do Mundo, mas poucos puderam vê-las, todas pessoalmente. Para tal seria preciso viajar até a Pérsia, cruzar o rio Eufrades, chegar ao Egito, passar algum tempo na Élida, ir a Halicarnasso, na Cária, navegar até o Rodes e ver o Éfeso na Jônia. Somente se atravessares o mundo todo, estafando-se com o esforço da jornada, estará satisfeito teu desejo de ver as Maravilhas do Mundo, mas até que termines de fazê-lo estarás velho e praticamente morto’’. Mas os tempos são outros e as facilidades da vida moderna facilitaram bem esse tipo de empreitada.
Além disso, a obra traz com riqueza de detalhes, calcados em profundas pesquisas, informações sobre esses lugares que entraram para a galeria dos destaques do mundo antigo. Sem contar que o trabalho desenvolvido pelos arqueólogos virou uma série para a televisão, por sugestão de Nick Barton. Na Discovery Communications, o projeto foi produzido e dirigido por Peter Spry-Leverton.

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