Antiga Vila de São José, Tiradentes vive hoje uma segunda ''corrida ao ouro''. Mas, desta vez, o chamariz não é o nobre metal e, sim, as belezas dessa pequena cidade do sudoeste de Minas Gerais. Em vez de garimpeiros à procura de pepitas douradas, há turistas em busca de conforto, cultura, sossego e boa comida. E, ao contrário de seus antepassados que, no fim do século 18, voltavam das lavras frustrados e de mãos vazias, uma multidão de viajantes encontrou lá sua ''mina de ouro''.
Além das 86 pousadas, 50 restaurantes e mais de 100 tentadoras lojinhas de artesanato, a cidadezinha de 83 quilômetros quadrados promove vários festivais ao longo do ano, como o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia, que aconteceu em agosto.
Grandes casarões setecentistas, com suas amplas janelas, inúmeras igrejas barrocas, de grande valor histórico, e a imponente Serra de São José completam o cenário, onde o tempo parece não ter passado. Não é à toa que dizem que esta cidade de ares provincianos tem tudo para recuperar, após décadas de abandono, um título que já lhe pertenceu: o de ''jóia do colonial mineiro''.

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