As próximas atrações
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sexta-feira, 19 de dezembro de 1997
Zeca Corrêa Leite Curitiba 
DivulgaçãoO Vampiro e a Polaquinha, em cartaz desde o começo da década, foi visto por mais de 100 mil espectadores na capital e interiorO que tem para ver no Teatro Guaíra em 1998? Se depender dos nomes anotados na agenda da casa, nas tais reservas de datas, uma porção de bons espetáculos. Entre os cartazes nacionais destacam-se o pianista Nelson Freire, integrando um grupo de músicos num ciclo Chopin; Arnaldo Cohen e Eliane Elias (que em sua única apresentação na cidade, na Ópera de Arame, dirigiu-se ao público falando em inglês), Ney Matogrosso interpretando Tom Jobim, Vera Fischer em Gata em Teto de Zinco Quente, MPB-4 e Quarteto em Cy.
A lista internacional aglomera variadas partes do mundo. O ano abre com a Orquestra de Câmara da Bulgária, e pela frente teremos Salzburg Piano Trio, Kirov Ballet, Opera Ashi do Japão, Passion e Super Momix, Ballet Antonio Gades, Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse, Coro, Ballet e Orquestra do Exército Russo.
DivulgaçãoNos últimos três anos, 500 mil crianças e adolescentes
assistiram aos espetáculos apresentados pelos ônibus-teatros
As datas foram solicitadas pelos empresários. Não quer dizer que necessariamente os concertos, shows e peças teatrais - inclusive uma nova montagem de Um Bonde Chamado Desejo - realmente cheguem aos palcos do Guaíra. Esperar para ver.
Balanço de 97De março a novembro de 97, as salas do Teatro Guaíra registraram 410.285 espectadores, segundo a assessoria de imprensa do teatro. Parte desse público assistiu às produções oficiais, ou seja, óperas, concertos da Orquestra Sinfônica do Paraná e temporadas do Ballet Teatro Guaíra. A Osinpa apresentou-se 36 vezes.
A diretora artística do BTG, Marta Nejm, que estava radicada na Alemanha, queria os bailarinos no palco. Movida por esse ideal criou o Terça em Movimento, projeto que pretendia ocupar o Guairinha nas noites de terça-feira. Começou com boa resposta do público, mas acabou melancolicamente, sem maiores explicações.
Houve uma estréia na dança, Almas Gêmeas, do coreógrafo carioca Renato Vieira. Foi em outubro. O restante da temporada ocupou-se de remontagens: Estância, Olhos para o Mar, Viva Rossini, As Canções de Wesendonck,
Meninos de RuaA maior repercussão ficou por conta de um projeto desenvolvido pela Escola de Danças Clássicas, de incentivo à dança masculina, através do trabalho com meninos de rua. O grupo fez sua estréia em junho, no Guairinha, com uma platéia de 500 pessoas. Esteve logo depois no Memorial de Curitiba, em seguida viajou a Panambi, Rio Grande do Sul, e no Teatro Fernanda Montenegro participou da abertura do Encontro das Artes - Music and Dance.
Murillo Meirelles/DivulgaçãoNey Matogrosso interpretando Tom
Jobim: em cartaz no ano que vem
Os ônibus que transportam os espetáculos Que História é Essa?, A Flauta Mágica e Gente Criança continuaram a correr o Estado. Desde sua estréia, há três anos, até agora, 500 mil crianças e adolescentes assistiram às montagens.
Para crianças e adultosO 6º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos movimentou a cidade, a exemplo do que aconteceu nos anos anteriores. Sucesso garantido. As peças direcionadas a adultos e crianças, com grupos nacionais e internacionais são um momento à parte na agenda artística. Cerca de 5 mil espectadores acompanharam o evento em 1997. Foram vistos em poucos dias 28 espetáculos.
A força infantil pôde ser sentida também com o projeto Férias Animadas, no Teatro de Bonecos. De 7 a 20 de janeiro foram apresentados 24 espetáculos, com duas sessões diárias. Domingo no Teatro colocou em cartaz 38 peças, de março a dezembro. O público foi superior a 2.500 pessoas.
O Vampiro e a Polaquinha, comentada com entusiasmo pelo ator Paulo Betti, passou o ano em sucessivas temporadas. Em cartaz desde o começo da década, a montagem foi vista por mais de 100 mil espectadores na capital e interior. O Teatro de Comédia do Paraná bancou a produção de A Aurora da Minha Vida, com elenco local e direção de Gabriel Vilella. Ficou um mês no Guairinha, com casa lotada quase todas as noites.
ReformasNos bastidores, o Teatro Guaíra gerou outros trabalhos. Dando continuidade às obras iniciadas em 1996, a casa duplicou a potência dos geradores, de 500 mil para 1 milhão e 100 mil kilowatt, e instalou uma terceira substação, afastando o perigo de blecaute que rondava os espetáculos de iluminação mais sofisticada, especialmente balés e musicais estrangeiros.
Essa melhoria veio para o Guairão. Já o Guairinha tem estudos feitos para reformas das instalações de luz cênica, ampliação das coxias e viabilização para mudança das manobras do espaço.


