As possibilidades do samba paranaense
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de dezembro de 2010
Claudio Yuge<BR> Equipe da Folha 
Que curitibano gosta de Carnaval e paranaense gosta de samba, todo mundo sabe que sempre vai ter muita gente respondendo que sim, principalmente nos meses mais quentes do ano Só que onde estão os entusiastas e compositores, do que é que realmente o pessoal gosta? É com essa pergunta na cabeça e com muita disposição na cuíca que o Centro Cultural Humaitá e a Fundação Cultural de Curitiba promovem de hoje até domingo a terceira etapa do Festival Paranaense do Samba, no Largo da Ordem, na capital paranaense
''O objetivo é mapear o Paraná e saber onde está o samba, a especificidade desse samba, o que as pessoas mais gostam e estão fazendo, se é samba-enredo, se é samba rock'', comenta o presidente do Centro Humaitá e um dos idealizadores do projeto, Adegmar Candiero ''Fizemos uma primeira etapa em Tibagi, porque lá temos o maior número de afrodescendentes no Estado Depois, em Antonina, porque é o Carnaval mais tradicional do Paraná E agora em Curitiba, porque aqui tem esse mito de que aqui o pessoal não gosta de samba e a cultura negra não tem muita importância histórica ''
Com as duas etapas anteriores, Candiero afirma já ser possível traçar um mapa mais claro do que acontece com o samba paranaense ''Temos uma cultura forte de samba pulsando, existe uma história antiga por aqui Encontramos o Ismael Cordeiro, que fundou a primeira escola de samba do Paraná e já conhecemos os primeiros grupos de samba daqui, a partir de 1930'', conta
E mais: a iniciativa já rende frutos, que podem se estender a Foz do Iguaçu, no ano que vem, caso o projeto consiga patrocínio via editais ''Este ano tivemos o projeto Samba do Compositor Paranaense, que foi um espaço que criamos onde nossos poestas e compositores puderam criar as composições, que serão gravadas em CDs E também conseguimos levar o samba como ferramenta de aprendizado na sala de aula'', comemora Candiero
Para esta edição, foram convocados mais de 200 artistas de 25 grupos musicais, que irão se revezar em dois palcos - o das Ruínas do São Francisco e o Bebedouro - em diversos horários, de hoje até domingo Um dos destaques da programação é a presença da Mãe Orminda, considerada a primeira puxadora de samba do Brasil Na abertura, logo mais, às 18h, o público poderá conferir o Ebubu Fulô, que mistura choro, maxixe e samba instrumental
SERVIÇO
HOJE
Palco Ruínas
18h - Ebubu Fulô
19h - Abertura solene
20h - Origens do Samba - Homenagem à casa da Tia Ciata
Palco Bebedouro
21h - Desfile de Escolas de Samba e Samba Enredo
O festival acontece de hoje a domingo, em dois palcos no Largo da Ordem, em Curitiba, com entrada franca. Mais informações no site www.festivalparanaensedosamba.wordpress.com.


