As óperas do ano
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de janeiro de 1997
Zeca Corrêa Leite Sucursal de Curitiba 
Os fãs de óperas têm o que comemorar. O Centro Cultural Teatro Guaíra deverá retomar suas produções operísticas, interrompidas desde 1994, quando foi apresentada La Boheme. Para 1997 estão sendo anunciadas três montagens: La Cenerentola, de Rossini, já para o mês de abril; Orfeu e Eurídice, de Gluck, para o mês de agosto e Fidélio, de Beethoven, em novembro.
O orçamento do Guaíra para este ano é de R$ 2,5 mi. Com os valores em mãos a diretoria começou a projetar, no final do ano passado, a programação oficial de 97, incluindo concertos, balé, teatro e óperas.
As peçasA temporada lírica estréia com uma peça cujo enredo é um conto da carochinha. O libretista Giacomo Ferretti criou uma nova versão para a história de Cinderela, a orfãzinha enjeitada que acaba se transformando em princesa. Giacomo Rossini musicou e La Cenerentola, especialmente pela bela música, tornou-se um grande sucesso.
Orfeu e Eurídice, de Gluck, narra o amor imenso e intenso de Orfeu por sua companheira, Eurídice. Ao perdê-la para a morte seu sofrimento é tanto que acaba comovendo os deuses. Estes lhe dão permissão de ir em busca da amada no inferno, sob a condição de que não podem se mirar por muito tempo. Quando seus olhos se cruzam Eurídice é definitivamente condenada ao Reino das Sombras, mas o amor é mais forte que as leis.
Beethoven escreveu uma única ópera em toda sua vida, Fidélio. O título da obra refere-se ao nome adotado por uma mulher, Leonora, que se veste como soldado para infiltrar-se em linhas inimigas e tirar das mãos dos opressores o marido Florestan, que caíra prisioneiro. Como Fidélio ela atinge o objetivo, impedindo que seu amado venha a ser executado.


