Os fãs de óperas têm o que comemorar. O Centro Cultural Teatro Guaíra deverá retomar suas produções operísticas, interrompidas desde 1994, quando foi apresentada ‘‘La Boheme’’. Para 1997 estão sendo anunciadas três montagens: ‘‘La Cenerentola’’, de Rossini, já para o mês de abril; ‘‘Orfeu e Eurídice’’, de Gluck, para o mês de agosto e ‘‘Fidélio’’, de Beethoven, em novembro.
O orçamento do Guaíra para este ano é de R$ 2,5 mi. Com os valores em mãos a diretoria começou a projetar, no final do ano passado, a programação oficial de 97, incluindo concertos, balé, teatro e óperas.
As peçasA temporada lírica estréia com uma peça cujo enredo é um conto da carochinha. O libretista Giacomo Ferretti criou uma nova versão para a história de Cinderela, a orfãzinha enjeitada que acaba se transformando em princesa. Giacomo Rossini musicou e ‘‘La Cenerentola’’, especialmente pela bela música, tornou-se um grande sucesso.
‘‘Orfeu e Eurídice’’, de Gluck, narra o amor imenso e intenso de Orfeu por sua companheira, Eurídice. Ao perdê-la para a morte seu sofrimento é tanto que acaba comovendo os deuses. Estes lhe dão permissão de ir em busca da amada no inferno, sob a condição de que não podem se mirar por muito tempo. Quando seus olhos se cruzam Eurídice é definitivamente condenada ao Reino das Sombras, mas o amor é mais forte que as leis.
Beethoven escreveu uma única ópera em toda sua vida, ‘‘Fidélio’. O título da obra refere-se ao nome adotado por uma mulher, Leonora, que se veste como soldado para infiltrar-se em linhas inimigas e tirar das mãos dos opressores o marido Florestan, que caíra prisioneiro. Como Fidélio ela atinge o objetivo, impedindo que seu amado venha a ser executado.

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