A vida é um frenesi, uma ilusão. O maior bem, apesar de pequena. Um sonho, que o grupo londrinense T.O.U (Teatro Obrigatório Universal), vencedor do Prêmio José Antonio Teodoro, tenta desvendar no espetáculo ‘‘Conquanto Sonho’’, que estréia hoje, às 21h, no Museu Histórico de Londrina, com reapresentação amanhã, na programação do 40º Festival Internacional de Londrina (Filo).
  Inspirada no texto ‘‘A vida é sonho’’, do dramaturgo espanhol, Pedro Calderón la Barca (1600-1681), o espetáculo, dirigido por Aguinaldo Souza, atravessa a rua estreita entre o que é sonho e a realidade, onde os conflitos, as dúvidas e os medos cruzam de um lado para o outro, atropelando, muitas vezes, o homem.
  Calderón nasceu em Madri e a sua obra representa a síntese e o apogeu do teatro clássico espanhol. Ele também é considerado o principal dramaturgo da Espanha no século de ouro, com uma obra de um esplendor religioso, que tentou expressar de maneira dramática as concepções ortodoxas católicas. De suas mãos nasceram 12 comédias, 80 autos sacramentais e cerca de 20 outras peças.
  ‘‘A vida é sonho’’ é um dos textos mais encenadas dentre as comédias de Calderón. Na obra vive Segismundo, um personagem que desde o nascimento é encarcerado numa torre. Ele não sabe quem é e porque não tem liberdade. Sabe apenas que sofre, que é infeliz.
  Na história, a honra de Rosaura também flutua nos sonhos ou na realidade de uma mulher traída na sua paixão e ferida no seu amor. Em ‘‘Conquanto Sonho’’, Segismundo e Rosaura simbolizam a luta contra o destino e a inconsistência de crer na própria imagem.

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