As moedas também
brilham no evento
As vedetes do evento que passa por Curitiba entre os dias 18 e 21, promovido pelo Banco do Brasil, sem dúvida são os cartazes que estarão no Canal da Música. Nem por isso são menos importantes as demais atrações, a começar pela exposição de numismática, no Memorial de Curitiba.
São cerca de 300 peças originais, entre cédulas e moedas de diversos países e épocas. O acervo pertence ao Museu do Centro Cultural Banco do Brasil, e além desses exemplares tem ainda painéis fotográficos que dão suporte de informações à mostra. São destinados principalmente a colecionadores, economistas, historiadores, professores e estudantes, mas também aberto ao público em geral.
Outra exposição que se integra ao projeto é ‘‘Um Certo Brasil na Visão de Cinco Fotojornalistas’’, com 50 registros assinados por Milton Guran, Ed Viggiani, André Dusek, João Roberto Ripper e Antônio Augusto Fontes, mostrando a variedade das faces brasileiras. Ali estão, por exemplo, grupos indígenas brasileiros, o garimpo de Serra Pelada, o Nordeste e seu folclore até o trabalhador anônimo das grandes cidades. Fica até dia 16 no Shopping Mueller.
A ‘‘Comédia de Todo Mundo’’, escrita por Eudinyr Braga, com Tadeu Aguiar no papel solo, estreou meses atrás em Curitiba. O ator, que atualmente apresenta o ‘‘Multiescolha’’, no Canal Multishow e participa do programa ‘‘Mulher’’, da TV Globo, leva ao público jovem uma peça que conta a história do teatro colocando em cena trechos de comédias de Tchekhov, Maquiavel, Aristófanes e Martins Penna.
Há todo um cuidado cercando o trabalho: o cenário e figurinos são de Rosa Magalhães e Paulo Barros, tradução, adaptação e direção de Bárbara Heliodora; iluminação de Paulo César Medeiros. Este é o quarto ano em que o ator dedica-se a apresentar montagens do gênero para os estudantes, sendo aplaudido até o momento por cerca de 250 mil espectadores.
A criançada vai delirar com os Irmãos Brothers e a Cia. de Encenações Musicais. Eles estão no ‘‘Show de Graça’’, espetáculo com duas horas de duração que une o humor com a poesia do folclore. Há uma proposta na encenação da participação espontânea da platéia.
O grupo Irmãos Brothers esteve ano passado em Londrina participando do Festival Internacional de Teatro. Neste ano participou da Interfest Silver Dollar City, nos Estados Unidos, e no Festival Sesc do Circo Novo, em São Paulo.
A trupe reúne atores cômicos e acrobatas que desenvolvem pesquisas nas áreas de circo, dança e teatro. No Circuito Cultural estará mostrando alguns dos melhores números de seu repertório, além de esquetes inéditas para o público brasileiro. Acompanhados pelo ex-campeão mundial de saltos acrobáticos no trampolim, Hubert Bartod, eles prometem saltos e piruetas supreendentes em cama elástica, sem contar os gracejos dos clowns, que também estarão em cena.
A Companhia de Encenações Musicais, por sua vez, tem 20 anos de estrada, sempre atuando e pesquisando o folclore e a cultura popular brasileira. São sete os integrantes. Ao mesmo tempo atores, músicos, dançarinos, eles comovem a assistência com histórias e músicas recolhidas das várias regiões brasileiras.
O recital agendado para o Teatro Londrina, no memorial de Curitiba, é dos mais importantes, pois trará ao palco o pianista Marcelo Bratke. Tendo iniciado os estudos de piano aos 14 anos, dois anos depois fazia sua primeira apresentação pública, como solista da Orquestra Sinfônica de São Paulo, regida por Eleazar de Carvalho. Nessa ocasião a Associação Paulista de Críticos de Arte escolheu-o como o melhor do ano.
Com 22 anos embarcou para Nova York. Foi estudar na Juilliard School of Music. De lá seguiu para a Europa, onde classificou-se em primeiro lugar no Concurso Internacional de Música Cidade de Tradate, na Itália. Atualmente grava pelo selo Olympia, de Londres, e seus CDs são distribuídos para mais de 30 países. Respeitado internacionalmente, foi o único pianista brasileiro a se apresentar no Festival de Salzburg.
Desde o início da carreira Bratke explora novos sons e conceitos musicais. A gravação mais recente, feita em conjunto com o pianista britânico Julian Joseph, ‘‘Imaginary Line’’, traz essa multidirecionalidade: propõe um diálogo entre a música clássica do século XX com o jazz.
A cidade estará representada nesta série com apresentações da Orquestra Harmônicas de Curitiba e Quinteto de Metais de Curitiba. O grupo foi o primeiro a ser criado no Brasil, há 20 anos, tem cinco discos gravados e hoje, além dos dez harmonicistas, conta com dois percussionistas.
Seu repertório é variado e dinâmico, mesmo porque há o cuidado de não cansar o público. ‘‘Nossa preocupação é a de não levar som maçante nos nossos espetáculos’’, afirma o coordenador musical da orquestra, Ronald Silva.
O Quinteto de Metais está completando 13 anos. Seus músicos fazem parte da Orquestra Sinfônica do Paraná, e aqui exercitam não só a música clássica, desde a renascentista até as atuais, como igualmente tocam música popular. O repertório do quinteto abrange de Gabrielli, Bach, Mozart, Beethoven a Chico Buarque, Paul McCartney, Gershwin. (Z.C.L.)

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