Além de jornalista e professor - embora o Regime Militar tenha cassado sua autorização para ministrar aulas no curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná, sem maiores explicações - Millarch foi Fundador da Associação dos Pesquisadores da Música Popular Brasileira.


Ele conviveu com centenas de personalidades e deixou um legado incontestável. Durante sua carreira, criou mais de dez pseudônimos e escreveu para mais de 20 periódicos, entre eles o jornal ''Última hora'', antes da sua publicação ter sido interrompida por conta do A-I 5. Trabalhar com essa figura envolvente foi uma marca também para alguns profissionais de Curitiba. Confira o depoimento de alguns deles.

''Fui assessor do Aramis em seus últimos seis anos de vida. Para mim foi um aprendizado, algo assim como fazer uma faculdade. Ele era um garimpeiro cultural. Possuía um dos mais ricos acervos na área de MPB, cinema, teatro, música e artes em geral. Preservar a memória paranaense era um de seus grandes objetivos. Me sinto orgulhoso de ter participado de sua vida, de seu trabalho. Grande parte de seu material jornalístico hoje faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, doado por Marilene e Francisco Millarch.''
Tiomkim, fotógrafo, produtor audiovisual


''O que falar de um colega de toda uma vida? Ainda estava na faculdade e já ouvia falar do Aramis. Ia ao Bar Palácio e ele era o tema dos jornalistaS no fim de noite. Ia ao Guairão, e do palco, Fernanda Montenegro lhe fazia agradecimentos. Ia ao jornal, mas cadê o Aramis? Ele inaugurou o colunismo à distância. Mas não parava de escrever, onde quer que estivesse. Chegava a levar a indiscreta máquina de escrever para a UTI. Com o advento do silencioso lap top, imagino os quilômetros de ''laudas'' que estaria disparando agora para a redação. Pena que um escrevente foi antes que a web o alcançasse. Mas admiradores e o filho Francisco pescaram o colunista para a rede.''
Adélia Maria Lopes, jornalista


''Trabalhei com o Aramis no Jornal Última Hora, na década de 60. O Aramis era uma pessoa eclética, com capacidade incomum. Costumava promover várias sessões de cinema e era - acima de tudo - um homem multimídia. Tinha uma capacidade incrível para reunir informações e descobrir fontes qualificadas''.
Luiz Geraldo Mazza, jornalista

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