FRINGE ‘As Meninas’ em versão moderna Franncis Mayer adaptou o romance de Lygia Fagundes Telles para o teatro, espetáculo estréia hoje em Curitiba Jackeline Seglin Enviada ao Rio de Janeiro Um rígido pensionato religioso é o ambiente onde as personagens Lia, Ana Clara e Lorena vão enfrentar novas experiências em suas vidas. Algumas difíceis, outras surpreendentes. A versão desta história contada pela escritora Lygia Fagundes Telles no livro ‘‘As Meninas’’ será encenada hoje na mostra paralela (Fringe) do 9º Festival de Teatro de Curitiba. Após ser levado para o cinema, em 1996, pelo diretor Emiliano Ribeiro, o texto recebeu uma nova versão para o teatro, em 1998, assinada pelo carioca Franncis Mayer. A montagem já circulou pelo Paraná em turnê realizada no mesmo ano. A novidade desta apresentação no Fringe (hoje e amanhã, no Teatro Lala Schneider) é a estréia da modelo Gisele Fraga no elenco, ao lado das globais Bianca Rinaldi e Daniela Faria. A peça marca também o primeiro trabalho de Gisele nos palcos. Nessa história que aborda a solidão e a amizade, Gisele Fraga interpreta Ana Clara, uma das três garotas que se conhecem num ambiente de repressão em plenos anos 70. O processo de amadurecimento das amigas passa pelo confronto das diferentes personalidades, acentuada na adaptação de Isabel Scisci. A montagem tem participação especial do galã Douglas Barcelos, que vive o papel de Max, amante de Ana Clara. Franncis Mayer aposta numa montagem moderna, voltada especialmente para o público jovem. ‘‘O livro tem um saudosismo peculiar das obras de Lygia. O filme do Emiliano Ribeiro tem a poesia, o romance. Para o palco, quis algo mais forte, mais ousado’’, declara Mayer. Os 70 minutos da história são embalados por uma trilha sonora de época, que mistura músicas de Janis Joplin, Rolling Stones e Gretchen. Os figurinos de ‘‘As Meninas’’ levam a assinatura da carnavalesca Rosa Magalhães, campeã do Carnaval carioca 2000 pela Imperatriz Leopoldinense. Ator formado pela UniRio e diretor desde 1985, Mayer tornou-se um ‘‘expert’’ em iniciar jovens atrizes no teatro. Foi assim com Luana Piovanni em ‘‘Nó de Gravata’’ (96). Também dirigiu Natália Lage, Danielle Winits, Patrícia de Sabrit e Paloma Duarte. Este filão, de acordo com Mayer, é um apelo muito forte ao público jovem. A aposta é conquistar novos espectadores. O diretor carioca já está trabalhando em seu novo projeto. Apesar de ainda não ter elenco definido, Mayer quer levar aos palcos do Rio de Janeiro, em agosto, a peça ‘‘Dores de Amores’’, de Leo Lama. A primeira montagem deste texto foi encenada em 89 com Malu Mader e Taumaturgo Ferreira.

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