As memórias da infância do artista Joubert Rodriguez
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de julho de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
A reflexão das memórias - da infância no interior de Minas Gerais, da terra que guarda seus mistérios, dos computadores -, é transportada para as telas. O artista plástico Joubert Rodriguez mostra pela primeira vez em Curitiba seu trabalho Memórias. A exposição fica no Goethe-Institut até dia 16 de agosto.
Nascido em Raul Soares (MG), vive há 20 anos em Belo Horizonte onde se formou em artes plásticas. Combinando cores e formas, Joubert trabalha com as técnicas frotagge e graffite. O frottage é uma técnica onde a gente escolhe uma textura que pode ser uma parede ou chão. Coloca-se a tela em cima do material e passa-se uma camada de parafina. Quando se raspa a parafina, fica a impressão da textura. Então trabalhamos as cores, explica.
Joubert trouxe para Curitiba sete trabalhos, nas dimensões 1,30 metro por 1,30 metro. Os preços variam entre R$ 800,00 e R$ 1000,00. Cinco, usam a técnica mista de graffite e acrílico. Os outros dois são frottage. Além de artísta plástico, trabalho com programação visual eletrônica. Na minha obra uso também o eixo cibernético e os circuitos eletrônicos. Mas em todo meu trabalho estão presentes as esferas, que sempre me fascinaram.
O trabalho do artista mineiro é contemporâneo e ele se inspirou numa cena da terra, onde, quando um barranco desmorona soltam-se várias bolas de barro que rolam pelas estrada sem quebrar. As esferas estão presentes também no sistema solar, na célula, na lua, enfim, por todos os lados. O trabalho do Joubert retrata a observação pessoal de todos esses espaços.


