As melhores séries de 2024 para relaxar na passagem do ano
Este ano, grandes produções brilharam nas telinhas e ainda estão disponíveis para quem quer mesmo é descansar no sofá
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de dezembro de 2024
Este ano, grandes produções brilharam nas telinhas e ainda estão disponíveis para quem quer mesmo é descansar no sofá
Folhapress 

SÃO PAULO - De sagas ousadas ao retorno de séries queridas pelo público ou adaptações de grandes vilões dos quadrinhos, 2024 foi um ano movimentado, com atrações dos mais diversos tipos.
Profissionais que cobrem o setor indicaram, cada um, as cinco melhores séries ou temporadas inéditas que viram este ano. As séries indicadas – dramas, comédias, animações – compõem a seleção das melhores produções do ano.
Confira a lista completa abaixo.
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Agatha Desde Sempre
(Disponível no Disney+)
Ao não se levar tão a sério e, ao mesmo tempo, mirar um público mais maduro, a série do Universo Cinematográfico Marvel mostrou que ainda é possível tirar algo de bom da franquia saturada e cada vez mais abobada. E Kathryn Hahn está deliciosamente vilânica, apoiada por um covil de bruxas divertidíssimo.
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Cem Anos de Solidão
(Disponível na Netflix)
Com classe e uma direção de arte de brilhar os olhos, a adaptação de García Márquez fez o que parecia impossível ao traduzir para as telas uma obra de tamanho descomunal. A série sobre os Buendía, apesar de ter vida própria, deve agradar aos leitores do colombinao e, também, trazer curiosos para a sua obra.

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Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
(Disponível no Crunchyroll e na Netflix)
Animes não costumam entrar em listas de fim de ano, mas o desenho japonês, pela beleza de sua animação e de sua história, merece figurar entre os destaques neste que deve ser seu último ano serializado. A temporada soube amarrar os dramas vistos até aqui, às vésperas dos filmes que encerrarão a história de Tanjiro Kamado.
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Pedaço de Mim
(Disponível na Netflix)
A Netflix prometeu a sua versão de novela e entregou um produto que transita perfeitamente bem entre o formato de série que inaugurou, por meio do streaming, e o melodrama querido aos brasileiros que assistem à TV aberta. Com reviravoltas escandalosas e uma protagonista carismática, realizou um teste muito bem-sucedido.
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Ripley
(Disponível na Netflix)
Direção de arte e fotografia elegantes ajudaram a injetar frescor numa história já bastante conhecida. O protagonista Andrew Scott, ainda, tomou o personagem para si numa versão perigosa e sombriamente sedutora do talentoso Ripley.

(Leonardo Sanchez, repórter da Folha de S. Paulo)
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O Jogo que Mudou a História
(Disponível no Globoplay)
Em meio ao número até excessivo de produções que já tematizaram a dura vida nas favelas cariocas, esta série, realizada por José Júnior e dirigida por Heitor Dhalia, se revela perturbadora. Nenhuma outra propôs uma representação ficcional na televisão tão complexa e violenta sobre as origens de facções criminosas no Rio. A trama é de uma brutalidade capaz de revirar os estômagos mais fracos. Foi criticada justamente por isso, por transformar a violência num espetáculo. Na minha visão, a violência excessiva é parte essencial da história.
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Os Quatro da Candelária
(Disponível na Netflix)
Relembra o assassinato brutal de oito jovens, com idades entre 11 e 19 anos, por policiais militares e ex-policiais na noite de 23 de julho de 1993. A série ficcional de Luis Lomenha descreve, em cada um dos quatro episódios, as 36 horas anteriores ao crime sob a perspectiva de uma das vítimas, que viviam e dormiam nas ruas. É uma tristeza do início ao fim. Tanto tempo depois, as imagens daquelas crianças negras vivendo nas ruas permanece à vista de qualquer um que circule hoje pelas grandes cidades do país.

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MC Daleste: Mataram o Pobre Loco
(Disponível no Globoplay)
Série documental dirigida por Guilherme Belarmino e Eliane Scardovelli, ambos "formados" pelo programa "Profissão Repórter", descreve o assassinato do cantor de funk Daniel Pellegrini, o MC Daleste, durante um show, em 2013. O crime até hoje segue impune. Num tom nunca inquisitivo, mas certeiro, os diretores expõem as fragilidades do inquérito policial, os aspectos inexplorados e as indagações que ficaram pelo caminho, sem conclusão. Eles apontam as fragilidades, contradições e buracos do inquérito na expectativa de que o caso seja reaberto.
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Um dos Nossos: David Chase e a Família Soprano
(Disponível no Max)
Em duas partes, este documentário ajuda a entender por que a série "Família Soprano" entrou para a história da televisão. Dirigido por Alex Gibney, um respeitado e premiado documentarista, o documentário coloca David Chase no divã, como ele fez com o personagem Tony Soprano, e propõe um mergulho vertical no processo de criação da série, trazendo à tona problemas, complicações, sofrimentos e dores relacionados à realização do programa. Sofisticado e cuidadoso, resulta em puro deleite para os fãs.
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A Mulher no Lago
(Disponível na Apple TV+)
Entre as grandes plataformas de streaming, nenhuma ofereceu tamanha diversificação e qualidade em 2024 quanto a Apple. A joia da coroa foi "A Mulher do Lago", um drama sobre duas mulheres em Baltimore, no final dos anos 60, misturando preconceito racial, antissemitismo, machismo e questões de classe num tom de thriller. Criada pela israelense Alma Har’el, é protagonizada por Natalie Portman e Moses Ingram. Outras produções acima da média da plataforma este ano foram "Disclaimer", "Sugar", "The New Look", "Acima de Qualquer Suspeita", "Bad Monkey" e "Mestres do Ar".

(Maurício Stycer, crítico de TV e colunista da Folha de S. Paulo)
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Renascer
(Disponível no Globoplay)
O último remake de Benedito Ruy Barbosa não chegou aos pés da repercussão de "Pantanal", mas voltou a encher os olhos com paisagens deslumbrantes e um tempo mais lento e contemplativo, perfeito para fazer o espectador tirar os olhos do celular. A saga do coronel José Inocêncio foi defendida por um belo elenco, com destaque para Juan Paiva, Irandhir Santos, Vladimir Brichta, Sophie Charlotte e as revelações Edvana Carvalho e Xamã.
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The New Look
(Disponível no Apple TV+)
Histórias de resistência e colaboracionismo com os nazistas durante a Segunda Guerra sempre renderam boas histórias no cinema. No streaming, "The New Look" inovou ao mostrar as relações perigosas do mundo da alta costura francesa com o regime nazista durante a ocupação de Paris. Juliette Binoche brilha como Coco Chanel, figura de moral ambígua que tomou decisões eticamente duvidosas para garantir a sobrevivência de sua "maison".
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Bebê Rena
(Disponível na Netflix)
A história quase despretensiosa de um barman assediado por uma admiradora sem limites dentro e fora das redes sociais foi a unanimidade do ano. Além do stalkeamento, "Bebê Rena" traz uma cesta de temas para qualquer espectador se identificar: solidão, carência, fracassos profissionais e amorosos, violência sexual. Richard Gadd, idealizador e protagonista da série baseada em fatos que viveu, brilha ao lado de Jessica Gunning.

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Pinguim
(Disponível na Max)
Em tempos de crise dos filmes de super-herói em Hollywood, a série spin-off de um dos grandes vilões de Gotham City foi uma das maiores surpresas do ano. Num clima de filme de gângster inspirado em Martin Scorsese, "Pinguim" reuniu personagens mais interessantes do que o último filme do Batman e ainda abriu espaço para uma personagem feminista fascinante, a mafiosa Sofia Gigante (Cristin Milioti), a Carrasco, saída direto do Sanatório Arkham.
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Justiça 2
(Disponível no Globoplay)
A segunda temporada da série criada por Manuela Dias pode não ter inovado no formato, mas trouxe quatro histórias de impacto, desta vez ambientadas em meio à corrupção e à desigualdade social de Bras ília. Histórias como a da jovem estuprada por dois anos pelo tio e a da dona de gravadora que cede à chantagem de uma aspirante a cantora foram defendidas por um ótimo elenco, com destaque para Alice Wegmann, Paolla Oliveira e Belize Pombal.
(Thiago Stivaletti, jornalista e crítico de cinema, TV e streaming)


