As melhores festas juninas do Nordeste
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terça-feira, 19 de junho de 2007
Adriana Moreirae Lívia Deodato<br> Agência Estado 
São Paulo - Movidas a pamonha, pé-de-moleque e forró, as festas em homenagem a Santo Antônio, São João e São Pedro se espalham pelo Brasil no mês de junho. E é no Nordeste - onde os festejos têm quase a mesma importância que o Carnaval - onde ocorrem as maiores celebrações. Só para se ter uma idéia da relevância da data, no Recife, em vez de Corpus Christi, o feriado é o de São João (24 de junho). Na cidade, a exemplo do Carnaval, a festa ocorre em diversos núcleos, com shows que começaram no dia 8 e vão até o fim do mês. Artistas como Fagner animam também João Pessoa, onde os festejos ocorrem durante a semana de celebração a São João e São Pedro - entre os dias 23 e 29.
Pernambuco e Paraíba, aliás, concentram as festas mais populares e também a maior rivalidade em torno do evento. Duas cidades, em especial, disputam o título de ''maior São João do mundo'': Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco. Quem ganha são os turistas, que têm duas boas opções para curtir a festa, distantes uma da outra pouco mais de 100 quilômetros. É só pegar a BR-104 e seguir o som do triângulo e da zabumba...
Patrimônio imaterial - No Maranhão, não há como não se encantar com a variedade de ritmos e estilos de dança. A maior parte das manifestações, cujo personagem principal é o bumba-meu-boi, se concentra em São Luís.
O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está reunido esta semana na Casa das Minas para deliberar sobre a inclusão do tambor de crioula no Livro das Formas de Expressão do Patrimônio Imaterial do País.
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, será o responsável por anunciar o resultado que pode tornar a manifestação integrante de uma lista que já conta com dez bens culturais - entre eles, o modo de fazer viola-de-cocho (MT) e o frevo (PE).
Em Cruz das Almas, na Bahia, a batalha de espadas deve atrair neste ano cerca de 70 mil curiosos. Lá, os moradores brincam com o rojão feito de bambu e recheado de pólvora e limalha de ferro. Como nos versos da música de Lamartine Babo, ''chegou a hora da fogueira, é noite de São João''.
Descubra as particularidades da festa pelo País e não se sinta envergonhado em ''arrastar a chinela'' por aí. Mesmo que a dança não seja seu forte, será impossível ficar parado.


