Budapeste - É fácil se apaixonar por Budapeste. Intensamente. À primeira vista. Duas cidades em uma, a capital da Hungria floresceu às margens do Danúbio e ali, de um lado e de outro do rio, estão suas atrações. Sua composição é considerada uma das mais harmônicas e bonitas da Europa. Eis aí a principal razão que leva ao país cerca de 40 milhões de turistas por ano, quatro vezes mais que sua população.
Experimente tomar o funicular em direção a Buda, nas cercanias da Ponte das Correntes. A vista é sedutora. Do lado esquerdo, o conjunto do Parlamento húngaro, construído no século 19 em estilo neogótico, lembra muito as Casas do Parlamento de Londres. Imperdível.
O funicular entrega os passageiros ao Palácio Real, cujas linhas góticas, barrocas e neobarrocas se misturam. Abriga três museus e uma biblioteca. O distrito de Buda está repleto de bairros antigos e ruas de traçado medieval. Caminhar por ali é um prazer. Mas descobrir os seus encantos leva tempo. Há muito o que ver. Chamam a atenção, por exemplo, o Bastião dos Pescadores e a Igreja Matias, que remete ao século 13 e é chamada também de Abençoada Virgem de Buda. Deixe-se levar pelos caminhos de paralelepípedos. E vá parando para apreciar a paisagem.
E eis que naquela região está a Casa dos Vinhos Húngaros. A bebida, aliás, é um dos orgulhos nacionais. Fica no endereço Szentháromság tér. 6, ou seja, algo um tanto difícil de se pronunciar com precisão mas não se preocupe com o idioma, aparentemente indecifrável, pois muita gente fala inglês. É ali, numa adega subterrânea, que os turistas têm contato com as regiões vinícolas húngaras.
Peste, a região mais plana da cidade, concentra os principais serviços e também alguns problemas característicos das áreas urbanas. A quantidade de cafés, restaurantes, pubs, cinemas, teatros, museus e comércio não deixa nada a dever a pólos europeus, como Barcelona e Lisboa. Um dos programas recomendáveis é visitar o Mercado de Budapeste, a versão húngara do Covent Garden londrino. Ali se tem uma idéia do que as famílias locais consomem à mesa.
Depois de explorá-lo, aproveite o embalo e siga pela Váci Utca, uma via para pedestres repleta de bancas de artesanato. Nas imediações está o Museu Nacional Húngaro. Bem mais afastado, o Museu de Belas Artes guarda uma das maiores coleções de El Greco e Goya fora da Espanha.
Cultura, aliás, é o que não falta. A cidade de Liszt (1811-1886) e de Béla Bartók (1881-1945) tem nada menos que 40 orquestras sinfônicas e duas companhias de ópera. A visita à Opera House é muito atraente.
Outra marca da cidade são os banhos termais. Dizem que Budapeste está assentada sobre cerca de cem fontes de água mineral aquecida. Experimente ir ao Széchenyi Spa. É uma das termas mais famosas e antigas do continente.
Com mais de 1.100 anos de história, a ''Senhora do Danúbio'' continua encantando. E despertando paixões.
Para mais informações, acesse www.hungarytourism.hu; www.gotohungary.com; www.hungriaturismo.com.

mockup