As jóias de Dalí
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de dezembro de 2001
France Presse 
As jóias criadas pelo artista catalão Salvador Dalí podem ser admiradas no salão de exposições Dalí-Jóias de Figueras (noroeste da Espanha), convertida em uma espécie de cofre escuro e iluminado pelo brilho das pedras preciosas e do ouro com que foram criadas estas peças únicas.
Todos os elementos da linguagem daliniana podem ser apreciados em 37 jóias de ouro e pedras da antiga coleção Owen Cheatham, duas jóias criadas posteriormente e os 27 desenhos e pinturas das jóias criados por Dalí.
A exposição inclui também a pintura ''A apoteose do dólar'', de 1965, um óleo de três por quatro metros, que um grande amigo de Dalí, Antoni Pixot, definiu como ''a plenitude e, ao mesmo tempo, a recompilação de toda uma vida de artista''.
A coleção foi adquirida pela Fundação Gala-Salvador Dalí de uma entidade japonesa, em 1999, por 900 milhões de pesetas (cerca de 5 milhões de dólares) e foi posteriormente analisada, restaurada e catalogada pelos técnicos do Departamento de Conservação e do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação.
A história destas jóias remonta ao início da década de 40, quando Dalí se associou a Ertman e Alemany, dois joalheiros estabelecidos em Nova York, e os encarregou de criar as peças que ele desenhou.
Em 1958 as peças foram adquiridas pela Fundação americana Owen Cheatham. Em 1986, as jóias passaram a ser propriedade do magnata japonês Maseo Nangaku, e, em 1999, depois de complexas negociações, foram adquiridas pela Fundação Gala-Salvador Dalí.


