As histórias do Brasil Enredo da Colorado, mais antiga escola de samba de Curitiba, abrange desde a chegada dos portugueses até a era Collor Mauro FrassonMarlene Silva, presidente da escola Colorados: difícil missão de contar toda a história brasileira Michele Muller De Curitiba Durante quase dois meses, o carnavalesco Douglas Galvão de Oliveira revirou bibliotecas em busca de livros didáticos que contam a História do Brasil. Encaminhou a pesquisa aos compositores Luiz Antunes Rodrigues e Júlio César e viu seu enredo transformado no samba ‘‘Quecenhema, Guaranyba; Hoje Brasileira’’ – uma comemoração aos 500 anos do descobrimento do País. O tema escolhido pela escola Colorado – a mais antiga de Curitiba, fundada em 1946 – pode ser considerado um desafio para a agremiação já que, como era de se esperar, foi a opção da maioria de suas concorrentes. ‘‘O diferencial da nossa é que somos os únicos a contar toda a história do Brasil. Começamos o desfile com uma alusão aos portugueses e vamos até o impeachment do Collor’’, conta a presidente da escola, Marlene Silva. Integrada por 370 pessoas, a Colorado teve uma despesa, este ano, de R$ 13 mil com fantasias, carros alegóricos e mão-de-obra. Desse total, R$ 12 mil são financiados pela prefeitura. ‘‘O resto do dinheiro arrecadamos no bar da nossa quadra, onde há um mês nos reunimos para ensaiar’’, diz Marlene. Apesar de toda a despesa e das horas gastas com ensaio, a presidente da escola hesita em dizer que o Carnaval de Curitiba é bastante desanimado. ‘‘Além de gastar pouco com a festa, a prefeitura nos colocou, no ano passado na Rua João Negrão. Quem vai até lá? Este ano o local (Avenida Cândido de Abreu) escolhido é um pouco melhor, mas o ideal seria mesmo que os desfiles fossem na Marechal Deodoro, como eram antigamente’’, reclama.

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