As franjas do festival
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de março de 1998
Zeca Corrêa Leite 
DivulgaçãoUm Artista da Fome, de Fernando Kinas, utilizará o fosso do Teatro GuaíraUma pergunta que pode acometer o público interessado no 7º Festival de Teatro de Curitiba, que acontece de 19 a 29 deste mês: as peças do Fringe (franja) são montagens de grupos amadores? Não. São trabalhos profissionais que vieram para a cidade dentro de outro esquema; as apresentações ocorrem em horários alternativos, a bilheteria fica para o grupo e há casos de companhias com peças emplacadas na grade oficial e no Fringe.
Das 32 peças que constavam originalmente, uma foi cancelada. Na Roça - Um Musical Caipira, de Iacov Hillel, que deveria ser das mais procuradas, pela importância do diretor e do grupo, está fora da programação. A mostra paralela, que circunda o núcleo oficial de 23 espetáculos, ainda é mais numerosa.
A princípio a procura do público pelo Fringe estava fraca. Mas com a distribuição de folders - um tanto atrasada - contendo informações sobre os espetáculos, acredita-se que a partir de agora haja um aquecimento.
As preferidas são peças curitibanas. Killer Disney, que acaba de abocanhar o Troféu Gralha Azul nas categorias mais importantes - melhor montagem de 1997, melhor ator (Ivam Cabral) e diretor (Marcelo Marchioro) -, Cartas Para Não Mandar, de Felipe Hirsh e Artista da Fome, de Fernando Kinas.
Cartas Para Não Mandar estará no palco do Teatro José Maria Santos, que finalmente será entregue ao público, depois de um longo processo, inicialmente envolvendo o proprietário que queria demolir o prédio e o Estado; e mais tarde problemas de ordem técnica e burocrática. Foram mais de 10 anos nessa pendenga.
Um Artista da Fome utilizará o fosso do Teatro Guaíra. Será a única peça que, por ironia, transcorrerá sob o ambicionado palco do Guairão. Terá três apresentações: na abertura do festival, dia 19, e nos dias 23 e 27. Os ingressos para o Fringe variam entre R$ 10,00 e R$ 12,00.


