As fotos além do domingo
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de agosto de 1998
Zeca Corrêa Leite 
A 2ª Bienal Internacional de Fotografia se encerra oficialmente neste domingo, mas algumas exposições proporcionadas pelo evento continuam em cartaz nos espaços culturais da cidade. Para quem ainda não percorreu o circuito, é uma boa oportunidade de tomar contato com aquilo que vem sendo produzido na área, tanto no Brasil como no exterior.
Apesar de seu valor histórico e artístico, a fotografia não tem ainda o mesmo tratamento dado às artes plásticas, como o desenho e a pintura. São poucas as exposições e raras as vezes em que galerias abrem-se para os trabalhos dos fotógrafos. Estes valem-se dos espaços oficiais curitibanos.
Algumas das mostras que permanecem abertas ao público:
Farm Security AdministrationImportantes fotógrafos que registraram os duros tempos da recessão americana nos anos 30 têm suas imagens expostas pela primeira vez no Brasil. Walter Evans, Russel Lee, Ben Shahn, Jack Delano assinam os trabalhos expostos no Museu Metropolitano de Arte - MuMa (Avenida República Argentina, 3.430), até 1º de novembro. Abre de terça a sexta-feira das 13 às 20h30; sábados e domingos das 15 às 18h30.
Murmúrios do Tempo Acervo do Centro Português de Fotografia, vindo de Portugal especialmente para a bienal. No Solar do Barão (Rua Carlos Cavalcanti, 533), até 1º de novembro. Abre de terça a sexta-feira, das 9 às 19 horas; sábados e domingos das 9 às 15 horas.
Chen Bao Cheng - A Fotografia ChinesaBeirando os 60 anos, Cheng fez parte da geração que viveu a revolução cultural de Mao Tse. Trabalhou para um serviço de propaganda durante essa fase e hoje realiza reportagens que ressaltam a beleza da região onde vive, ao norte de Shaanxi. No Solar do Barão (Rua Carlos Cavalcanti, 533) até 1º de novembro. Abre de terça a sexta-feira, das 9 às 19 horas; sábados e domingos das 9 às 15 horas.
PerceptosO gaúcho Manuel da Costa criou uma instalação com 99 fotografias coloridas e em preto-e-branco, impressas digitalmente sobre faixas de papel de 0,90 metro x 27 metros. No Museu Metropolitano de Arte de Curitiba - MuMa (Avenida República Argentina, 3.430), até 15 de novembro. Abre de terça a sexta-feira das 13 às 20h30; sábados e domingos das 15 às 18h30.
Paisagem do TempoCenas de Curitiba do início do século foram colhidas pelo curitibano Arthur Júlio Wischral, que se iniciou na arte por volta de 1910. Na Casa Romário Martins (Largo da Ordem, 30), até 15 de novembro. Abre de terça a sexta-feira, das 9 às 18 horas; sábados e domingos das 9 às 14 horas.
DorComo diz o título, é sobre a alma em frangalhos que Vilma Slomp baseou sua produção: flores machucadas revelam o desassossego. Até dia 27 deste mês no Solar do Rosário (Rua Duque de Caixas, 4). Abre de segunda a sexta-feira das 10 às 18h30; sábados e domingos das 10 às 13 horas.
OlharesPrimeira individual do londrinense Haruo Ohara, de 88 anos. Os primeiros anos da colonização de Londrina fixados na sua objetiva. No Solar do Barão (Rua Carlos Cavalcanti, 533), até dia 31 de outubro. Abre de terça a sexta-feira, das 9 às 19 horas, sábados e domingos das 9 às 15 horas.
Imagens do Paradoxo IndígenaOs indígenas de certo modo acuados em suas reservas compõe o cenário das fotografias de Maurílio Chelli. No Solar do Barão (Rua Carlos Cavalcanti, 533), até dia 15 de novembro. Abre de terça a sexta-feira, das 9 às 19 horas, sábados e domingos das 9 às 15 horas.


