'As Flores de Kirkuk' fala de amor e barbáries do governo de Saddam
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Redação FolhaWeb 
Uma história de amor proibido que atravessa fronteiras, preconceitos e ideologias, a coprodução sueco-italiana ''As Flores de Kirkuk'' - estreia desta semana na programação do Cine Com-Tour/UEL - conta, tendo como o pano de fundo as barbáries do governo iraquiano de Saddam Hussein, um romance separado pela tradição de ódio entre duas etnias.
Nos primeiros minutos do filme, uma colagem de notícias e imagens reais apresentam a queda do governo de Saddam (derrubado em 2003, após os EUA invadirem a capital do Iraque) e, rapidamente, em um flashback desencadeado por um misterioso diário vermelho, somos levados aos anos 80, acompanhando a busca da protagonista Najla (Morjana Aloui) por seu namorado 'desaparecido' Sherko (Ertem Eser). Ela carrega uma carta dele, que revela sua última localização conhecida.
Enquanto ela viaja de Roma até a casa de sua família na cidade de Kirkuk - localizada no Nordeste do Iraque - entendemos que Nadja também se sente como uma estrangeira naquelas terras desérticas. Dona de uma mentalidade 'ocidentalizada', a personagem tem dificuldade em reconhecer os costumes de seu próprio país; morando na Europa desde a sua adolescência, ela logo se vê obrigada a enfrentar os tabus videntes na sociedade local, principalmente ao se hospedar na mansão de seu tio, que não via há anos.
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