ReproduçãoCartaz da Exposição ‘‘A Liberdade É Eclética’’Os casarões antigos de Curitiba, datados do final do século passado e início deste, guardam em suas linhas as tendências de uma época. A diversidade dos estilos arquitetônicos que elas apresentam está reunida na exposição ‘‘A Liberdade é Eclética’’, no Museu da Imagem e do Som. São 48 painéis contendo fotos, plantas de residências - a maioria fachadas - e aquarelas.
É um passeio que se faz pelas aparências ditadas pelo modismo da época, pelas normas municipais de edificações e pela influência dos imigrantes como os alemães e italianos. De grande importância nesse contexto foi o engenheiro e político Cândido de Abreu, que recebeu dos expositores uma atenção especial.
Soma-se a essa história mais um elemento - o esnobismo dos proprietários que imprimiam nas fachadas das residências a opulência financeira. A consequência imediata da vaidade era a salada de estilos: o rococó, o barroco e o neoclássico atropelando-se uns aos outros. Nada, porém, que seja mais aberrante do que o que se vê hoje, na profusão de vidros espelhados e até muito recentemente ao uso desproporcional do fumê.
AgrupamentoPara maior compreensão do público, além das imagens acompanhadas de texto explicativo, elas ainda foram agrupadas sob temas: ‘‘Os Alemães e o Ecletismo’’, ‘‘Os Italianos e o Ecletismo’’, ‘‘Cândido de Abreu e o Ecletismo’’, ‘‘Arquitetura de Classe Média’’, ‘‘Arquitetura de Madeira’’ e ‘‘A Rua da Liberdade’’ (atual Barão do Rio Branco).
A exposição, patrocinada pela Caixa Econômica Federal, tomou por base a dissertação de mestrado do historiador Marcelo Saldanha Sutil, defendida ano passado junto ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná.
O trabalho de Sutil ficou em segundo lugar no Concurso Nacional de Ensaios - Prêmio Xerox, instituído durante a realização da Feira Interamericana do Livro, no Parque Barigui. Deverá ser editado em 1998 pela Secretaria de Estado da Cultura.
• A Liberdade É Eclética - exposição fotográfica, de plantas e aquarelas das residências do final do século passado e início deste. No Museu da Imagem e do Som (Rua Barão do Rio Branco, 395, tel. 232.9113), durante todo o mês de novembro. Visitação pública: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h.

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