As falas dos fotógrafos
As falas dos fotógrafos
Nem tudo é clic na 2ª Bienal Internacional de Fotografia, em Curitiba. Cursos e debates ministrados por alguns dos melhores fotógrafos da atualidade estão ocorrendo para um público segmentado - quem está fora do universo estritamente camerístico pode se valer da beleza a que isso remete visitando as exposições espalhadas pela cidade. Cerca de 800 participantes vieram de todo o Brasil especialmente para os cursos da bienal.
Começa hoje, às 9 horas, no Centro de Criatividade (Parque São Lourenço), o curso Introdução à Fotografia de Natureza, sob orientação de Araquém Alcântara, considerado o mais importante fotógrafo de natureza. Os participantes ampliarão a técnica e a criatividade para fotografar o homem e a natureza. Prossegue até dia 21.
Também hoje, às 20 horas, no auditório do Memorial de Curitiba, Pedro Martinelli fala sobre O Homem na Amazônia. Autor da exposição que versa sobre o cotidiano do homem amazônico - dos afazeres ao lazer - Martinelli tem muito o que dizer sobre sua experiência, afinal ele fotografa esta região há 26 anos.
Amanhã, é a vez dos profissionais internacionais darem seus depoimentos. Estarão presentes Tereza Siza, diretora do Centro Português de Fotografia, Rui Prata, diretor dos Encontros da Imagem de Braga, Portugal; Jean-François Couvreur, diretor de Relações Externas da Maison Européenne de la Photographie, França; Agnaldo Farias, curador da Bienal de São Paulo e Fábio Magalhães, presidente do Memorial da América Latina, de São Paulo.
A entidade Encontros da Imagem existe há 11 anos. Foi fundada por Rui Prata, fotógrafo autodidata, com participações em diversos eventos e conferências internacionais. Foi ele quem trouxe para o evento curitibano as exposições da Farm Security Administration, sobre a recessão americana dos anos 30, e do fotógrafo chinês Chen Bao Cheng.
Uma das mais respeitadas personalidades na área em toda a Europa, Tereza Siza dirige o Centro Português de Fotografia, órgão governamental responsável pela difusão da fotografia daquele país em todo o mundo. Pertencente ao Ministério da Cultura francês, a Maison Européenne de la Photographie, proprietária de importantes acervos, bibliotecas e centros de pesquisas referenciais, participa da bienal através de seu representante, Jean-François Couvreu.
No Museu Alfredo Andersen acontece até dia 21 o curso Sensibilização Fotográfica para a 3ª Idade, comandado por Rosana Andrade. A fotógrafa, de São Paulo, sugere aos alunos uma nova percepção do cotidiano por meio da linguagem corporal. Sob esta visão todos os sentidos são primordiais, e para exercitá-lo pode-se ter ou não equipamento fotográfico.
Nestes dias de bienal, a fotografia igualmente passeia pelas ruas. O Projeto Lambe-Lambe repete a edição passada: três lambe-lambes de Londrina tomaram como cenário o Parque Barigui, o Largo da Ordem e a Boca Maldita para fotografar os passantes. Até o dia 21, no horário das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, eles estarão fixando os rostos que formarão o painel Caras Anônimas á- 3 x 4. Um retrato sócio-antropológico do curitibano.
(Z.C.L.)
2ª Bienal Internacional de Fotografia - cursos e palestras acontecem nos vários espaços culturais da cidade. O Projeto Lambe-Lambe, com fotógrafos de Londrina, prepara o painel Caras Anônimas - 3 x 4.





