Curitiba - Luzes, água, névoa, vento, simulação de quedas, cadeiras trepidando e até mesmo cheiros e aromas. Esses são alguns dos efeitos proporcionados pela tecnologia 4DX de cinema, presente hoje em quatro salas no País. A experiência chegou ao Paraná neste mês de março, no complexo instalado no shopping Pátio Batel, em Curitiba. Segundo o presidente da rede Cinepolis no Brasil, Eduardo Acuña, responsável por trazer a novidade, a ideia é atrair não só o público da cidade, mas também pessoas vindas de outros municípios e regiões do Estado.
"Hoje o cinema concorre com formas diferentes de entretenimento: futebol, videogame e Netflix (serviço de TV por internet), por exemplo. Para trazer as pessoas, você precisa se reiventar. O 4DX é o resultado dessa inovação", afirmou. De acordo com o executivo, atualmente existem cerca de 150 mil cinemas no mundo, sendo menos de 30 com experiência 4DX. No Brasil, além da capital paranaense, a tecnologia está presente em São Paulo, São Bernardo do Campo (SP) e Salvador. Apesar de não falar em investimentos, ele conta que o custo operacional de uma sala 4DX equivale ao de um cinema inteiro.
Percursora do modelo "VIP" de cinema, a Cinepolis oferece aos usuários atendimento de garçons, cardápio gourmet, carta de vinhos e poltronas mais espaçosas, com reclinação eletrônica. O grupo atua em 24 municípios de 15 Estados do País, com um total de 235 salas de exibição. Na unidade de Curitiba, além da 4DX, há outras sete, sendo seis VIP’s e uma "Macro XE", com tela gigante e qualidade de imagem e som (13.000 watts de potência) superiores. Os preços, contudo, são salgados; variam entre R$ 25 (sala Macro XE) e R$ 55 (sala 4DX).
Em entrevista à FOLHA, Eduardo Acuña relatou que estuda formas de expandir a atuação do grupo para o interior do Paraná. No entanto, explicou que depende das negociações com os shoppings centers. "Estamos super abertos à expansão. Mas, infelizmente, no Brasil cinema sem shopping não funciona. O público quer segurança, quer estacionamento… Ficamos um pouco nessa dependência".
O empresário revelou que, em Londrina, esteve perto de fechar um projeto. O acordo, porém, acabou não prosperando. "Quando chegamos, eles já tinham assinado com outra empresa", lamentou, sem revelar os nomes dos empreendimentos.

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