Os números são oficiais e foram divulgados ontem: pelo menos 40 mil pessoas assistiram às apresentações do Festival Internacional de Londrina. A informação foi passada pela diretora do evento e também vice-reitora da Universidade Estadual de Londrina, Nitis Jacon. Durante 13 dias, passaram pela cidade 20 grupos de 12 países, totalizando 59 apresentações. Além disso, houve 12 demonstrações de trabalhos, apresentações musicais e até mesmo lançamento de livro de poesia - ‘‘Notícia do Lugar Comum’’, de Mirian Paglia Costa. O espetáculo ‘‘Oceano Satanás’’, da Compagnie Jo Bithume, encerrou o Filo no último domingo.
Ainda durante o festival, na última quinta-feira, os grupos participantes elaboraram um documento em que se pede, além do apoio efetivo dos órgãos públicos, a construção do teatro Municipal. ‘‘Para além dos números, o êxito do Filo não pode ser dimensionado sem que se atente para o que é, em termos de organização, o fundamental: desde o princípio ele é gerado não por burocratas mas por artistas - e por isso, reconhecido como um
bem-sucedido projeto que realiza a difícil harmonia entre poder empreendedor, liberdade e criatividade’’ - diz certo trecho do documento.
Mais do que nunca a falta de um teatro municipal se fez necessária durante a edição deste ano do Filo. O exemplo mais claro foi o espetáculo ‘‘Zigurat’’, do grupo Zotal Teatre, que teve sua estréia transferida em função do ruído da chuva que insistia em cair sob o teto de zinco de um dos espaços alternativos.

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