As cores da imaginação
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de dezembro de 2001
Marcos Losnak<BR>De Londrina 
Pouca gente sabe que o Papai Noel, na noite de Natal, distribui muito mais que presentes. Em cada embrulho ele coloca um pouquinho de pó mágico, um pó praticamente invisível chamado ''imaginação'', ''fantasia''. Quando a pessoa abre o embrulho, o pó encanta o presente.
Dessa maneira, uma bolinha de ping-pong pode se converter numa bola de futebol de gnomo. Uma simples caixa de fósforo pode se transformar numa fantástica bateria. Para viver uma experiência desse tipo, algumas pessoas não precisam da ajuda do pó mágico do Papai Noel.
Esse era o caso de um garoto pobre chamado Vicente. Ele tinha uma velho pangaré que, aos seus olhos, se transformava num belo cavalo azul. Um cavalo que sabia voar e alterar a cor dos olhos. Vicente era feliz ao lado do animal.
Isso até o dia em que o pai precisou vender o bicho para conseguir algum dinheiro. Vicente então saiu pelo mundo tentando encontrar seu cavalo azul. Percorreu muitos lugares. Conheceu muita gente. Pessoas boas e más, lúcidas e loucas, amigos e inimigos.
A história de Vicente está no livro ''O Cavalinho Azul'' que a Companhia das Letrinhas acaba de reeditar. De autoria de Maria Clara Machado (1921 - 2001), a história nasceu há 40 anos como peça teatral e depois foi transformada em livro. Essa nova edição traz uma CD com a ópera infantil de Tim Rescala inspirada na história de Vicente e seu cavalo.
''O Cavalinho Azul'' é uma declaração de amor ao pó chamado ''fantasia'', ''imaginação'' principalmente em épocas que Papai Noel não consegue atender os pedidos de todas as crianças do mundo. Uma pequena história que revela como a perseverança é um deserto que pode transformar-se em um campo de girassóis.
Serviço: ''O Cavalinho Azul'', de Maria Clara Machado, ilustrações de Marie Louise Nery, Editora Companhia das Letrinhas, 48 páginas, encarte com CD da ópera infantil de Tim Rescala, R$ 29,00.


