Quando se fala em China, vários estereótipos vêm à mente: o trabalho semi-escravo, a superpopulação e o limite de filhos, o regime político opressor, a cultura milenar, os monges e alguns filmes de ação com fotografias maravilhosas. A expressão ‘‘Made in China’’ também não ajuda: produtos chineses não costumam ser exemplo de qualidade.
  E é valendo-se justamente dessa expressão que o fotógrafo Gil Sibin propõe um novo modo de se olhar a China, em uma exposição que começa hoje no Museu de Arte de Londrina. ‘‘Made in China’’ é composta por 30 fotografias coloridas, fruto de duas viagens que o fotógrafo fez ao país no ano passado. ‘‘Visitei várias províncias, no Nordeste, Sul, Sudeste e região Central da China, e pude conhecer uma China diferente dessa que se tem no consciente coletivo. Um país repleto de cores, poesia, lirismo e alegria’’, revela Sibin.
  Itinerante, a exposição já passou por São João da Boa Vista, Mogi-Guaçu e Campinas (todas no interior de São Paulo), e em 2010 segue para Ribeirão Preto e Belo Horizonte. Em todas as cidades, as fotos ficam à venda (com valores entre R$ 200 e R$ 500) e toda a renda obtida é revertida a uma entidade que presta assistência a crianças. Em Londrina, toda a renda obtida com a comercialização das imagens vai para o Hospital do Câncer, que está reformando a ala pediátrica.
  Gil Sibin impressionou-se com a fotografia ainda na infância, quando ganhou uma Rolleiflex 6x6 como lembrança do pai que mal conheceu (ele faleceu quando Gil tinha 2 anos). Nos anos 1980, Sibin participou de coletivas na Fundação Bienal, de São Paulo, na Mostra Internacional de Fotografia Nikon, em Tóquio, e foi premiado no Salão Nacional de Fotografia de Minas Gerais. Depois de passar a década seguinte se dedicando a outras artes, ele retornou à fotografia nos últimos anos. Além de ‘‘Made in China’’, ele acaba de inaugurar a exposição ‘‘Airports: The Waiting Place’’ em Londres.

mockup