As boas novas do poeta baiano
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de abril de 1997
Antônio Mariano Júnior 
DivulgaçãoGilberto Gil: Eu gosto do resultado das letras porque o tema Ciência e Arte foi tratado com simplicidade, sem termos estrambólicos, sem formulações absurdasForam cinco anos sem gravar um disco com músicas inéditas. Agora, com vocês, Quanta, o 33º trabalho do cantor e compositor Gilberto Gil, que vem com o conceito de que ciência e arte estão intimamente ligadas. Ou, como ele poeticamente explica, se apresentam como irmãs. Quanta tem 25 músicas, a maioria assinada somente por Gil, espalhadas em dois CDs. No disco promocional há a faixa Objeto Ainda Menos Identificado, uma experimentação assinada por Lucas Santana e Moreno Veloso.
Trata-se de uma colagem de textos e músicas que deverá ser lançada tão logo a gravadora obtiver autorização para veiculá-la comercialmente. Os direitos arrecadados serão revertidos para a Instituição de Apoio a Menores Carentes, coordenada pelo carnavalesco Joãosinho Trinta. No mais, Quanta trata das coisas sutis existentes também na tecnologia, na medicina, na religião e, claro, na filosofia. Eu gosto do resultado das letras porque o tema Ciência e Arte foi tratado com simplicidade, sem termos estrambólicos, sem formulações absurdas- diz Gil
Apesar disso, o disco demorou a ser parido. Foi gravado em duas fases distintas - entre maio, setembro e outubro de 95 e entre outubro de 96 e janeiro de 97. E mesmo cercado de tamanho zelo, Gil, perfeccionista como poucos, ainda acha que poderia ser melhorado aqui ou ali. Coisas de quem, como afirma, não gosta de gravar discos. Não gosto porque sou muito errático, sou muito vago. Eu rendo melhor no palco- diz. A seguir, os principais trechos da entrevista que Gilberto Gil concedeu com exclusividade à Folha2, por telefone.
Quanta aponta para qual direção? Existe um conceito mais ou menos profundo por trás desse trabalho?


