Florianópolis - O paradisíaco Costão do Santinho Resort & Spa, megacomplexo localizado ao extremo norte da Ilha de Santa Catarina e distante 35 quilômetros do centro da capital Florianópolis, ganhou este ano uma nova atração de esporte radical: o arvorismo. Misto de escalada e observação da natureza, o arvorismo vem conquistando novos adeptos no mundo todo desde que surgiu na década de 1980 (leia texto nesta página). A ''caminhada aérea'' sobre a copa das árvores lembra um circuito de treinamento militar. O percurso foi montado em parte dos 750 mil metros quadrados da reserva de Mata Atlântica mantida pelo Costão do Santinho, logo após o complexo esportivo.
A atividade feita a 12 metros do chão exige dose extra de coragem, mas também um certo espírito aventureiro de superar desafios e os próprios limites. Afinal, é preciso fôlego para percorrer os 378 metros das 27 diferentes atividades e se equilibar em cabos de aço e pontes de madeira, que lembram as aventuras de Indiana Jones. Não à toa, uma das travessias leva justamente o nome consagrado pelo ator Harrison Ford nas telas do cinema: Ponte Indiana Jones.
Mas não se assuste. Antes de iniciar o percurso, instrutores da Ekoeté Eventos e Ecoturismo (empresa que implantou o arvorismo em parceria com o Costão do Santinho) dão orientações básicas sobre como praticar o esporte. ''A atividade é fácil e tranquila. Basta confiar no equipamento'', avisa Vitor Castelli Sampaio de Aguiar, instrutor da Ekoeté. O orientação foi dada a um grupo de dez jornalistas de vários veículos de imprensa do país que se aventurou no arborismo do Costão no último dia 10.
Depois das dicas, foi só colocar o equipamento básico (cadeirinha, dois mosquetões, polia, capacete e corda com duas pontas soltas) e seguir em direção à sessão de treinamento. Essa primeira etapa tem quatro atividades e é feita a dois metros do chão, um refresco antes de se encarar o circuito maior. O treino serve para testar as informações repassadas pelos instrutores.
A sensação de friozinho na barriga começa na subida da longa Escada de Tarzan, início do percurso real. O esporte é seguro desde que se observem as orientações dadas pelos instrutores: é preciso estar sempre conectado aos chamados ''cabo vida'' para evitar uma queda indesejada.
No alto, a sensação de medo logo é acionada como mecanismo de defesa natural. O negócio é relaxar e curtir a bela paisagem que a visão alcança lá de cima: parte da praia do Moçambique (a maior da ilha com 14 km) e as dunas de areia, a praia dos Ingleses, a praia do Santinho e o complexo esportivo e as Vilas do Costão do Santinho.
Os trechos mais complicados do percurso são as pontes de madeira. Para vencê-las, é preciso força, equilíbrio e agilidade. Se cair e ficar pendurado no cabo de aço, não se apavore. Um instrutor logo aparecerá para ajudá-lo a se livrar da situação embaraçosa.
Duas mini-tirolesas também compõem as atividades, mas nem se comparam com a tirolesa final de 120 metros de extensão: a descida a cerca de 40 metros de altura termina com uma batida em um colchão de espuma a uma velocidade superior aos 36 quilômetros por hora. A dica é soltar braços e pernas em pleno ar e, ao se aproximar do impacto no colchão, dobrar o corpo para evitar uma contusão devido ao choque brusco. A sensação é muito gostosa e dá até vontade de repetir a tirolesa.
A ''caminhada aérea'' feita pelo grupo de jornalistas durou cerca de 2,5 horas porque houve pausa para fotos e gravação de imagens. No entanto, é possível fazer o percurso em uma hora e meia. Mas, lá em cima, o tempo é o que menos interessa: o que importa é curtir o belo visual e a paisagem inspiradora da região que cerca o Costão do Santinho.
O jornalista viajou a convite do Costão do Santinho Resort & Spa.

mockup