Aruba tem férias o ano inteiro
ARUBA TEM FÉRIAS
O ANO INTEIRO
ILHA OFERECE SOL E INFRA-ESTRUTURA PARA RECEBER TURISTAS EM TODAS AS ESTAÇÕES
Agência Estado
Não importa a época que se vá para Aruba. Ao desembarcar, a impressão é de que as férias chegaram. A primeira imagem é a de estrangeiros bronzeados tomando drinques na beira da praia e turistas fazendo compras. Nessa ilha de pouco mais de 300 km2 no Mar do Caribe, um protetorado holandês a poucos quilômetros da Venezuela, faz sol todos os dias do ano, com uma temperatura média de 28º C.
Aruba tem mesmo cara de férias. Isso é explicado, em parte, pelo fato de que a principal atividade econômica da ilha é o turismo, responsável por 38% do Produto Nacional Bruto. Toda a infra-estrutura turística, aliada ao fato de que a ilha tem sol o ano inteiro, deixa Aruba sempre lotada de visitantes, em qualquer época.
Os norte-americanos são os que mais visitam a ilha. Segundo Francis Jacobs, coordenador do Aruba Tourism Authority, a entidade oficial de turismo, eles somam 56% dos turistas que visitam a ilha anualmente, o que significa mais de 300 mil pessoas. Em seguida vêm os canadenses e, em terceiro lugar, empatam os holandeses e venezuelanos. Os brasileiros representam 5% dos visitantes que vêm para cá a cada ano, mas, em julho, essa média sobe para 15%, explica Jacobs. Estamos investindo mais de US$ 700 mil em uma campanha para atrair mais brasileiros, afirma Jan van Nes Jr., diretor da Tourism Authority.
Free shop Mas Aruba é feita mesmo para americano ver. Os hotéis - todos enormes, com quartos espaçosos, características de hotéis norte-americanos - são filiais de cadeias internacionais com sede nos Estados Unidos. As comidas, o tipo de comércio, a infra-estrutura, tudo faz lembrar a terra do Tio Sam. Para os brasileiros, até as compras são as mesmas que podem ser feitas em cidades como Nova York e Miami: aparelhos eletrônicos, roupas esportivas, tênis e perfumes, com a diferença de que não são cobradas as taxas, o que torna a ilha um grande free shop.
Até a vocação de Aruba para o turismo tem a ver com os americanos. Os primeiros investimentos nessa área foram a passagem do Cruzeiro Tradewind, em 1957, e a instalação do Hotel-Cassino Aruba Caribbean, em 1959, hoje o Radisson Aruba Caribbean Resort. O hotel, de uma empresa com sede em Chicago, abriu uma filial em Aruba para atrair os americanos que deixaram de ir a Cuba, por causa da revolução de Fidel Castro, conta o atual diretor de Marketing e Vendas do Radisson, Patrick Donovan.
Território autônomo Apesar de ter bastante influência dos Estados Unidos, Aruba faz parte do Reino dos Países Baixos. Não integra as Antilhas Holandesas, das quais se separou em 1986. Antes disso, era subordinada a Curaçao, sede do governo central e do parlamento das Antilhas. Cerca de 65% dos impostos iam para Curaçao, conta Jacobs. Conforme Aruba foi desenvolvendo o turismo como atividade econômica foi se desligando de Curaçao. Com a separação, se tornou um território autônomo da Holanda: o governador é nomeado pela coroa holandesa, mas os ministros e o parlamento são eleitos pelos arubenhos.
Além de férias felizes, Aruba não produz nada. Não tem indústrias nem agricultura e importa tudo, principalmente da Venezuela, distante apenas a 35 km da ilha. Por isso, não é de se estranhar o gosto de comida americana nos restaurantes. Só a água é arubenha. Vem do mar e é dessalinizada em uma usina com capacidade de produção de 50 milhões de litros cúbicos de água por dia. É uma questão de necessidade. Em Aruba, quase não chove, por isso não há outro jeito de conseguir a água, que acaba se tornando um produto caro.
Leia mais sobre Aruba nas páginas 3 e 4





