Uma viagem a terras distantes pode ser muito mais que mero turismo. Um grupo de dez artistas curitibanas esteve recentemente expondo em Paris, e sobre a experiência todas elas têm um único comentário: de que nada será como antes. A parisiense Galeria Artitude comercializou nos cinco dias praticamente todo o lote de 24 obras.
Quando o grupo chegou na cidade - o primeiro do Paraná, dentro do programa de intercâmbio -, a galeria já tinha expedido 10 mil convites, para a coletiva de Adelina Furime, Ana Rita Videira, Regina Sorbello, Irene Koga, Cristina Britto, Rose Marie Dall’Oglio, Jussara Schulze, Karimi Abdalla, Vilma Castanho e Roseli Masaneki.
A galeria Padroarte foi o canal que viabilizou essa ponte. O projeto, porém, não terminou com o final da temporada - as artistas deverão estar numa coletiva em março do próximo ano, promovida pela Casa Andrade Muricy, da Secretaria de Estado da Cultura.
O tratamento dado pelos franceses aos artistas plásticos é diferente de tudo o que se possa imaginar, disseram as visitantes. Há respeito e reconhecimento. A marca registrada da arte brasileira, que chama a atenção dos europeus, é sua alegria traduzida na luz e nas cores. ‘‘Para eles esse colorido é uma coisa fantástica’’, observou Jussara Schulze.
‘‘Lá o universo artístico é muito mais rico, abre-se o horizonte ao artista, porque as informações chegam de todos os lados’’, acrescentou Vilma Castanho. Com 40 anos de carreira, Karimi Abdalla voltou ‘‘mais consciente daquilo que faço - a gente está sempre aprendendo’’.

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