Curitiba Produtores e artistas representados pelo Fórum de Entidades Culturais de Curitiba e do Paraná pedem mais verba para a cultura no Estado. Eles estão elaborando um documento solicitando que 1% da arrecadação do Imposto de Circulação Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado seja destinado à produção cultural. O documento começou a tomar forma ontem, durante audiência pública entre o fórum e Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Assembléia Legislativa e deve ser entregue até amanhã para a comissão.
A meta é que a solicitação chegue às mãos do governador Roberto Requião (PMDB) em tempo do fechamento do orçamento do Estado, cujo prazo encerra no próximo dia 30. Atualmente, apenas 0,3% da verba arrecadada com o imposto é destinada à cultura. ''Queríamos que além desse 0,3% fosse praticado mais 1%, chegando a 1,3% de recursos destinado à cultura paranaense. Como achamos difícil, vamos tentar pelo menos 1%'', salienta a presidente do fórum Eliane Berger. Ela explica que se esse aumento não for adotado pelo governador, o fórum vai continuar tentanto aumentar a verba cultural no Paraná por meio de emendas apresentadas na Assembléia Legislativa.
O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Assembléia, deputado estadual Tadeu Veneri (PT), adianta que a meta do fórum é inviável. ''O orçamento destinado à cultura no Estado pode chegar a 0,5%, mais que isso acho difícil'', analisa. De acordo com Veneri, a verba da cultura no Paraná atualmente fica em torno de R$ 35 milhões. ''90% disso vai para a manutenção dos museus, da Rádio e TV Educativa, da orquestra e dos funcionários, resta muito pouco para a produção cultural'', diz o deputado.
Segundo Veneri o objetivo não deve ser apenas aumentar a verba, mas garantir que parte dos recursos sejam destinados à produção cultural. ''O governo e a sociedade precisam entender que a cultura é prioridade'', ressalta. Para o diretor do Fórum Permanente de Cultura do Paraná, Cláudio Ribeiro, que também participou da audiência pública, a cultura deve transceder os limites da arte e ser encarada como instrumento de transformação social. ''A partir daí, as mudanças podem começar a acontecer'', conclui.

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