Artistas e produtores comentam resultado do Prêmio Multicultural
São Paulo, 14 (AE) - Artistas, produtores, escritores e intelectuais aprovam o resultado do Prêmio Multicultural Estadão. Abaixo, alguns deles comentam o trabalho realizado pelos criadores e fomentador. - Nelson Brissac Peixoto, ensaísta - "Gosto muito do trabalho de todos eles. São pessoas que possuem seu valor e merecem seu reconhecimento, mas destaco o prêmio dado a Emanoel Araújo. Ele vem conduzindo com heroísmo a constante reforma que está ocorrendo na Pinacoteca do Estado. Um trabalho feito com muita dignidade". - Vladimir Capella, diretor de teatro - "O prêmio para Zé Celso pode ser considerado uma honra, ainda que tardia. Ele é uma pessoa que sempre fez muito pela arte cênica no Brasil e, com certeza, merece todo o reconhecimento. Fico feliz por ele". - álvaro Apocalipse, encenador - "Todos foram muito bem escolhidos, com certeza uma premiação justa. Conheço o trabalho do Emanoel Araújo há mais de 20 anos. Ele é extraordinariamente bom e demonstrou uma parte disso na Pinacoteca. O ganho da premiação não é apenas deles, é para Minas Gerais. Fico feliz por mais um mineiro estar divulgando nossa arte, já que pretendemos ter dimensão nacional, mas não temos as facilidades de divulgação como ocorre em São Paulo e no Rio. O Marco Antônio é inovador. Ele revoluciona os conceitos musicais contemporâneos
faz uma percussão com repercussão. O prêmio foi ultramerecido para ele, que é um grande criador de música da atualidade". - Amélia Toledo, artista plástica - "Zé Celso é o grande mestre do teatro no Brasil. Já os instrumentos musicais sempre foram uma expressão da vida. Gosto muito do trabalho de Marco Antônio e, claro, da música do Uakti. O Verissimo coloca um pouco de humor na vida do povo brasileiro, principalmente num momento de baixo-astral. O jornalismo deve prestar atenção nisso. Ser mais otimista. Gostei mais dessa premiação do que das outras. O Emanoel é criativo e sabe usar isso para a população conhecer a arte de forma generosa". - João Ubaldo Ribeiro, escritor - "Conheço Emanoel Araújo pois ele também é baiano e um grande artista. Seu trabalho é sério e merecedor. Sempre admirei Luis Fernando Verissimo em qualquer área de atuação. Ele é um jornalista incomparável. Fico muito orgulhoso pela premiação dos dois." - José Castello, escritor - "É sempre importante valorizar o trabalho de Zé Celso, pois ele é um eterno inquieto e tem um espírito indomável. Sua obra não se enquadra em nenhum grupo e isso comprova sua inspiração e criatividade, que, ultimamente, anda em falta no Brasil. Luis Fernando Verissimo marcou por ser uma voz independente no País e sempre mostra um posicionamento coerente. A premiação é mais que justa. Emanoel Araújo simplesmente criou a Pinacoteca. Fico até sem saber como defini-lo. Sua dedicação à arte num país de museus decadentes e de artistas sem espaço para expor é exemplar. Premiar um homem como Emanoel é valorizar ainda mais a arte no Brasil. Essa é uma grande virtude do Prêmio Multicultural Estadão: o incentivo cultural. Precisamos muito disso e que venham outras iniciativas desse tipo". - Arthur Lescher, artista plástico - "Emanoel está recebendo um prêmio mais que merecido. Ele está realizando um trabalho importante na Pinacoteca, tanto na reforma do espaço quanto nas exposições belíssimas que trouxe. É uma grande contribuição para o cenário artístico e para o público. Fico contente". - Milu Vilela, presidente do MAM - "Mais uma vez, o Prêmio Multicultural Estadão reconhece os talentos nacionais nas mais variadas áreas, cumprindo seu papel em divulgar nossa arte e cultura. O prêmio a Emanoel Araújo é extremamente justo, na medida em que coroa sua trajetória de sucessos na direção da Pinacoteca do Estado".





