Para os artistas que, em sua maioria, conheceram o museu ontem, Londrina está de parabéns pela iniciativa de transformar o prédio da antiga rodoviária, assinado por Vilanova Artigas, em museu. ‘‘Acho que a comunidade artística e a sociedade londrinense merecem aplausos. O museu é uma semente e agora cabe à comunidade fazê-la se desenvolver’’ - diz Gilberto Salvador. Para Marly Faro, o museu só vem enriquecer o patrimônio cultural de Londrina. ‘‘Do jeito que foi feito, com a participação de todos, acho maravilhoso e corajoso. E não poderia me negar a participar de um momento destes’’ - diz.
Milton DóriaGilberto Salvador: ‘‘o Museu é uma semente, é preciso desenvolvê-la’’
Para Cléber Machado, ter uma obra sua fora do eixo Rio-São Paulo é uma forma de expandir e questionar seu trabalho já que, segundo ele, é interessante ver a reação de um público novo e a interação dele com a obra. ‘‘Mas, além disto, o museu tem uma importância maior que é levar o fruto de uma produção cultural até a comunidade. Para meu gosto, ele ainda veio tarde. O Brasil precisa disto, precisa desta difusão de cultura. E espero que a comunidade absorva e aproveite bastante a convivência com estes trabalhos’’ - diz.
Milton DóriaJuarez Machado: ‘‘Todas as cidades brasileiras deveriam ter um museu’’
Para Juarez Machado, é da maior importância que os artistas apóiem iniciativas como esta. ‘‘E não só aqui, por ser Londrina. Mas em todas as cidades, vilas e lugarejos brasileiros. Todos deveriam ter um museu, que fosse. Isto é memória preservada. Daqui a 100 isto vai estar aqui. Num país em que a cultura é colocada de lado, quem pode deve fazer algo por ela’’ - assegura. (T.E)

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