Maragogi, palavra de origem indígena (mair-aqui-gy-po) que significa rio amplo, e mais seis cidades alagoanas fazem parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, fiscalizada pelo Ibama. Mas o município já serviu de palco, no século 17, para os combates entre tropas luso-brasileiras e holandesas quando Porto Calvo, cidade vizinha, era ponto de escoamento da produção açucareira da região.
  Para se ter uma idéia de como viviam os senhores de engenho é interessante dar uma passada na Fazenda e Engenho Marrecas de São Gonçalo. Lá, rodeados por casarões históricos, os turistas têm a sensação de estar no passado e aprendem a fazer farinha de mandioca e a tirar leite de vaca. Já no Povoado de São Bento são fabricados os bolinhos de goma vendidos por Cláudio e seus irmãos.
  O vilarejo, formado de casas rústicas de pescadores feitas de pau-a-pique, possui um mirante onde é possível ver boa parte de Maragogi. Perto dali, uma antiga igreja em ruínas, construída no século 17, colabora para deixar a paisagem ainda mais interessante.
  O lugar possui artesanato feito com a casca da jaqueira, árvore típica no Nordeste. Nela, meninos e meninas esculpem casebres, igrejas e cenas do cotidiano. Paulo Fororense da Silva de 13 anos, não sabe ler nem escrever, mas se orgulha de ter aprendido sozinho a trabalhar as esculturas. ‘‘Tem dias que eu faço umas dez. Minha irmã pinta todas, e a gente vende por R$ 5 cada.’’
  Ir até São Bento e não conhecer o restaurante do Mano, o mais antigo da região é a mesma coisa que chegar à praia e não se banhar. Existe há 27 anos, fica de frente para o mar e é simples como o dono, Manoel Farias do Carmo.
  A comida, preparada à base de frutos do mar e peixe, é feita pela mesma cozinheira há 23 anos. ‘‘Tudo que eu vendo aqui é fresquinho porque são meus pescadores que pegam. Eles chegam a ficar até 15 dias no mar, principalmente quando a pesca da lagosta está liberada’’, diz. E recomenda para o almoço a camarãozada (camarão com molho de coco e arroz) ou a lagosta grelhada.

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